A semana de 3 a 7 de julho foi marcada pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), indicando mais altas de juros nos EUA, e pelo avanço da reforma tributária na Câmara dos Deputados no Brasil.
Confira o que foi destaque no resumo da semana.
Resumo da semana no Brasil
Reforma tributária passa na Câmara
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Tributária foi aprovada na Câmara dos Deputados.
Após mais de dez horas de sessão, o texto passou, em primeiro turno, por 382 votos a 118, com três abstenções. A aprovação em segundo turno ocorreu já na madrugada: foram 375 votos a favor e 113 contrários à PEC.
Projeto do Carf também passa, no embalo da reforma tributária
O projeto do Carf também foi aprovado pela Câmara, em votação acelerada pelo presidente da casa, Arthur Lira, antes do recesso parlamentar.
O texto-base do Projeto de Lei (PL) 2.384/23 restaura o voto de qualidade (desempate) do governo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Em casos de empate nas votações do órgão, cabe voto de qualidade ao presidente do Carf, função que deve ser ocupada por representante da Fazenda Nacional. Ou seja, o Governo é favorecido nas decisões.
Já o arcabouço fiscal ficou para ser votado apenas em agosto, na volta do recesso.
Expectativas com a Selic
O mercado também segue atento às expectativas para a Selic, depois que a ata do Copom indicou que um primeiro corte da taxa básica de juros, possivelmente de 25 pontos-base, acontece já na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).
A projeção para o fim de 2023 foi reduzida pelo Boletim Focus de 12,25% para 12%. Há quatro semanas, o mercado previa a taxa de juros a 12,50%.
O mercado está revendo suas projeções, com Selic sendo projetada pela EQI Asset agora em 11,75% até dezembro deste ano e em 9% em 2024.
EQI agora é corretora
A EQI Investimentos, uma das maiores assessorias de investimentos do Brasil e que é vinculada ao BTG Pactual, é a primeira do segmento a se tornar corretora de valores com a autorização do Banco Central divulgada esta semana.
A empresa já nasce com R$ 23 bilhões sob custódia, mais de 50 mil clientes ativos, 12 escritórios e mais de 2 mil produtos em sua prateleira.
“Vamos democratizar os investimentos de verdade, oferecendo produtos mais sofisticados para o pequeno investidor pessoa física e para empresas de médio porte. Muitos players dizem que atendem o segmento de varejo, mas, na verdade, a maioria de seus clientes é composta por grandes fortunas e empresas que já têm acesso ao mercado de capitais”, explica Juliano Custódio, CEO da EQI Investimentos.
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Resumo da semana no exterior
Ata do Fomc: mais altas de juros
Na quarta (5), a ata do Fomc confirmou que os membros do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed) enxergam mais altas de juros para este ano. A novidade ficou por conta da indicação de que alguns integrantes do Fomc desejavam que a escalada na taxa de juros não tivesse sido pausada, apesar de a decisão ter sido unânime.
“Eles fizeram um acordo de esperar para ver os próximos indicadores, porque a inflação está demorando mais que o esperado para ceder. O Fomc vai então verificar se foi apenas uma demora para que a contração fizesse efeito ou se é alguma questão mais estrutural que precisa ser modificada, mas a tendência mesmo é que venham mais duas altas de 0,25 p.p. até o fim do ano”, acredita Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.
Payroll melhor que o esperado
O destaque de sexta-feira (7) foi o payroll, dado oficial de emprego nos EUA, que apontou a criação de 209 mil vagas, ante expectativa de 225 mil; em maio, foram 306 mil. A taxa de desemprego ficou dentro do esperado: 3,6%; ante 3,7% de maio.
O resultado anima o mercado, que na quinta (6) tinha se decepcionado com a pesquisa ADP, considerada uma prévia do payroll, mas que só contabiliza os cargos privados não-agrícolas, e apontou a criação de 497 mil vagas, ante projeção de 250 mil; em maio, foram 278 mil.
Os dados de emprego são acompanhados de perto porque impactam nas decisões de juros nos EUA. Quanto mais aquecido o mercado, maior o impacto dos salários na inflação. Por isso, a tendência é que números acima do esperado do payroll indiquem mais altas de juros e, números abaixo, menos pressão sobre a taxa.
Lembrando que o banco central americano, que decidiu por pausar as altas de juros temporariamente, mas apontando mais elevações ainda para este ano. Parte do mercado crê em mais duas possíveis altas em 2023, com juros se aproximando de 6% ao ano.
O economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz, acredita que os números de payroll parecem mais condizentes com a realidade da atividade econômica e do crescimento do PIB registrados nos últimos meses.
“Ainda está um pouco alto, porque pelos números do PIB deveria estar em torno de 150 mil vagas. É um mercado ainda forte, mas em desaceleração, e a tendência é que esse ritmo permaneça ao longo de todo o segundo semestre”, analisa Kautz.
Para ele, esse cenário de restrição, que inclui estabilidade nos salários e uma redução também nas jornadas de trabalho, ainda assim deixa espaço para que o Fed volte a subir os juros dos EUA, hoje no intervalo entre 5% e 5,25% ao ano, próxima reunião do Fomc, o comitê de política monetária, no início de agosto, por conta da inflação, que é o principal problema.
“Se a inflação continuar a desacelerar em ritmo lento como tem sido, na visão do board, esses números do mercado de trabalho abrem margem para novos aumentos”, aponta o economista.

Threads x Twitter
Semanas depois de uma troca de farpas entre seus proprietários que terminou na proposta de uma luta real de MMA, a Meta (META; M1TA34), de Mark Zuckerberg, e o Twitter, de Elon Musk, se tornaram concorrentes diretos nesta semana com o lançamento comercial do Threads.
O Threads é uma rede do conglomerado que já detém o Facebook, o Instagram e o Whatsapp focada em mensagens curtas de texto – exatamente a prioridade da plataforma adquirida pelo proprietário da Tesla (TSLA; TSLA34) em 2022.
Até o nome foi “emprestado” do original, já que “threads” (”fios”, em português) é como ficaram conhecidas as postagens em sequência em que o usuário constroem um raciocínio a partir de pequenos textos de 280 caracteres, limite adotado pelo Twitter nos últimos anos. Saiba mais.