Semanas depois de uma troca de farpas entre seus proprietários que terminou na proposta de uma luta real de MMA, a Meta (META; $M1TA34), de Mark Zuckerberg, e o Twitter, de Elon Musk, vão se tornar concorrentes diretos nesta semana com o lançamento comercial do Threads.
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O Threads será uma rede do conglomerado que já detém o Facebook, o Instagram e o Whatsapp focada em mensagens curtas de texto – exatamente a prioridade da plataforma adquirida pelo proprietário da Tesla (TSLA; TSLA34) em 2022.
Até o nome foi “emprestado” do original, já que “threads” (”fios”, em português) é como ficaram conhecidas as postagens em sequência em que o usuário constroem um raciocínio a partir de pequenos textos de 280 caracteres, limite adotado pelo Twitter nos últimos anos.
O factoide sobre a luta real entre os dois num octógono de MMA começou depois que Musk reagiu a um tuíte sobre os testes da Meta com sua nova ferramenta, dizendo que “a Terra não pode ficar sob o polegar de Zuck sem outras opções”.

Threads: resposta a escorregões do Twitter
Embora ofereça alguns serviços similares, o Twitter nunca foi um adversário direto dos aplicativos da Meta. Mas a empresa passou a estudar seriamente a ideia de uma rede com foco em texto que complementasse os serviços de suas demais plataformas após descontentamento de parte dos usuários do Twitter com métodos implantados por Musk desde outubro de 2022.
Foi quando o bilionário sul-africano ele efetivou a compra que havia proposto no primeiro semestre, comprando todas as ações do mercado por cerca de US$ 43 bilhões e fechando o capital da empresa. Ao assumir a gestão com foco na ampliação do faturamento.
Uma das ideias foi passar a cobrar pelos selos azuis, que serviam como fator de verificação de identidade e passaram a ser oferecidos a qualquer perfil por US$ 8 mensais – Musk chegou a pensar em cobrar US$ 40 e foi “convencido” a reduzir o preço depois de reclamações de usuários como o escritor Stephen King.
No último fim de semana, usuários do Twitter foram avisados de uma limitação de uso da plataforma – usuários sem o selo azul só poderiam ler 600 tuítes por dia, enquanto os pagantes teriam um limite maior. A empresa já voltou atrás na decisão, que fez milhares de internautas buscarem alternativas como o Blue Sky, rede similar criada por um dos fundadores do Twitter, Jack Dorsey, ainda sem uso comercial – novos usuários só podem entrar com convite de quem já está lá dentro, e mesmo novos cadastros chegaram a ser suspensos por algumas horas.
Ao mesmo tempo, também no fim de semana, surgiu a informação de que o Twitter não havia honrado compromissos atrasados com a Alphabet (GOOGL; GOGL34), outra das big techs, pelo uso do serviço de armazenamento Google Cloud. Os pagamentos foram retomados por determinação da nova CEO do Twitter, Linda Taccarino, nomeada meses atrás por Musk, e permitiu que a plataforma normalizasse o acesso a todos os usuários.
Outra decisão polêmica dos últimos dias foi o anúncio de que o TweetDeck, ferramenta da rede social com recursos adicionais de monitoramento geralmente usada por empresas e usuários que movimentam mais de uma conta, será restrito aos perfis verificados a partir de agosto.
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Threads: como será a nova ferramenta
Detratores da Meta costumam destacar a fama da companhia de copiar tecnologias usadas pelas empresas que não consegue comprar. É o caso, por exemplo, dos stories, usados nos principais aplicativos da Meta e que foram uma inovação do Snapchat, empresa que recusou proposta de compra feita por Zuckerberg.
Já os reels, vídeos curtos em formato vertical que hoje dominam boa parte do conteúdo postado no Instagram, originalmente uma rede de fotos, têm clara inspiração no formato lançado pelo chinês TikTok.
O Threads deve ser apresentado oficialmente na quinta-feira (6) como uma extensão do Instagram, em que o usuário pode aproveitar seu perfil na rede de imagens e iniciar interações por texto com seguidores. Alguns influencers nos EUA e também no Brasil já receberam acesso para testar a plataforma.
“Threads é onde as comunidades se reúnem para discutir tudo, dos tópicos de seu interesse hoje até o que será tendência amanhã. Seja qual for o seu interesse, você pode seguir e se conectar diretamente com seus criadores favoritos e outras pessoas que amam as mesmas coisas”, diz o texto de apresentação do Threads na AppStore, onde o aplicativo já está disponível para download. Ainda não há oferta para a plataforma Android.
Threads: veja como você pode investir em big techs
A Tesla, montadora de veículos elétricos que registrou forte alta no início da semana após divulgar bons resultados de vendas, é hoje a única empresa de capital aberto de Elon Musk, negociada na Nasdaq, a bolsa especializada em empresas de tecnologia, com o ticker TSLA. Já a Meta utiliza o ticker META.
É possível investir nas duas big techs diretamente no exterior, por meio de uma conta em uma corretora local. Nesse caso, o primeiro passo é contar com o suporte da EQI Internacional, que presta serviço de assessoria de investimentos nos Estados Unidos.
Para o cliente de varejo, a opção mais indicada é a abertura de contas na corretora Avenue. A empresa tem um contrato de “foreign finder” com a EQI Investimentos que autoriza a EQI, pelos reguladores americanos e brasileiros a indicar clientes para a Avenue e dar suporte comercial a eles. A solicitação de abertura de conta de investimentos é feita de forma 100% online e gratuita.
Já os clientes com portfólio mais robusto podem ter acesso ao BTG Miami. Neste caso, o investidor da EQI deve acionar diretamente seu assessor de investimentos para a realização de todo o processo.
Outra opção para investir é por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da empresa da empresa, que são negociados na B3 a bolsa de valores brasileira. Os BDRS são certificados que representam ações emitidas em outros países. Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior.
Funciona de forma similar a um fundo de investimento. A instituição emissora adquire várias ações de empresas estrangeiras. Então, depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas. As cotações são independentes, mas costumam seguir o ritmo do mercado internacional. Os tickers para aquisição são TSLA34, para a Tesla, e M1TA34, para a Meta.
Os ETFs, ou Exchange Traded Funds, fundos de índice, são outra boa alternativa para quem quer acessar mercados internacionais. Com ETFs, é possível investir sem adquirir diretamente os papéis das companhias listadas em bolsa. Como vantagens do investimento está a redução de custos, diversificação de ativos e riscos, além da simplificação de estratégias mais complexas.
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