Home
Notícias
Money Week
Money Week 2026 cresce em público, conteúdo e experiências

Money Week 2026 cresce em público, conteúdo e experiências

Com mais de 5,7 mil inscrições, dois dias de programação e nomes como Howard Marks, Money Week ampliou espaço para conteúdo, negócios e relacionamento

A Money Week 2026 encerrou sua 12ª edição com uma mudança importante de formato e números que ajudam a dimensionar o crescimento do evento. Realizada nos dias 27 e 28 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú, a edição foi a primeira da história com dois dias de programação e registrou mais de 5.700 inscrições.

A ampliação deu mais espaço não apenas para as palestras, mas também para relacionamento, experiências e networking. A operação envolveu cerca de 300 profissionais de staff, enquanto a programação reuniu mais de 75 palestrantes e 38 patrocinadores e parceiros. No Green Lounge, dedicado a encontros e experiências, foram mais de 2.000 credenciamentos.

Área da Plenária / Divulgação EQI Investimentos

Na abertura, o fundador e CEO da EQI Investimentos, Juliano Custodio, relacionou o momento do evento ao crescimento da própria companhia. “Eu tinha grandes sonhos, mas a EQI ficou muito maior do que eu jamais imaginei”, afirmou.

Money Week 2026
Juliano Custodio, fundador e CEO da EQI Investimentos / Divulgação EQI Investimentos

A trajetória da Money Week acompanha parte dessa transformação. O evento nasceu no ambiente digital, chegou ao presencial e, nesta edição, ganhou mais tempo para acomodar um público maior e uma programação que hoje vai além da educação financeira.

Publicidade
Publicidade

38 patrocinadores e parceiros ampliam experiência da Money Week

Parte dessa mudança de escala apareceu fora dos palcos. A Money Week 2026 reuniu 38 patrocinadores e parceiros, com espaços que aproximaram participantes de diferentes segmentos do mercado financeiro ao longo dos dois dias.

Money Week 2026
Área de expositores da Money Week 2026 / Divulgação EQI Investimentos

Entre os nomes presentes estavam Prudential, AZ Quest, Avenue, Apuama, Galápagos, BTG, SRM, M8, More, HSI, Riza, Rio Bravo, RBR, Manati, Menestys, Leste, Pátria, ARZ, Valora, Investo, Capitânia, Ecoagro, Polo, Western, Leto, Madrona Advogados, SPX, Safra, Bocaina, Jive Mauá, B3 e Nelógica, além de parceiros ligados às experiências oferecidas ao público, como Vinícola Thera e Dalla Cervejaria.

Mais do que ocupar a área de exposição, as marcas passaram a fazer parte da dinâmica do evento. Entre uma palestra e outra, os espaços de convivência permitiram conversas com representantes do mercado, apresentação de produtos e estratégias e encontros que dificilmente caberiam em uma programação concentrada em um único dia.

O Green Lounge foi um dos pontos de maior circulação. Além do networking, o espaço recebeu experiências como a da Vinícola Thera, que levou o universo dos vinhos para dentro da Money Week, e a participação da Dalla Cervejaria.

Vinícola Thera na Money Week 2026 / Divulgação EQI Investimentos

A combinação ajuda a explicar a decisão de ampliar o evento para dois dias. O tempo adicional não serviu apenas para acomodar mais conteúdo, mas também para abrir espaço para as conversas que acontecem entre os painéis e que ganharam peso à medida que a Money Week cresceu.

Howard Marks e grandes nomes do mercado passam pela Money Week

Nos palcos, a programação reuniu nomes nacionais e internacionais para discutir alguns dos assuntos que hoje pesam nas decisões dos investidores, da inteligência artificial ao cenário fiscal brasileiro, passando por eleições e geopolítica.

Um dos principais convidados internacionais foi Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital Management e referência global em investimentos. Em sua participação, Marks colocou o controle de risco acima da busca por retorno e chamou atenção para a incerteza em torno de alguns investimentos ligados à inteligência artificial. Para ele, risco está associado à quantidade e à amplitude dos resultados possíveis de uma decisão de investimento.

A IA voltou ao debate com Thomas Kamei, executive director da Morgan Stanley Investment Management, e Federico Sandler, que discutiram como a tecnologia já começa a alterar produtividade e estrutura das empresas.

Da tecnologia, a programação avançou para outro ponto de atenção dos investidores: a economia brasileira.

Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e um dos formuladores do Plano Real, defendeu que o debate sobre juros precisa considerar de forma mais clara a trajetória da dívida pública. Segundo ele, a recuperação de um superávit primário seria uma condição importante para o Brasil voltar ao grau de investimento e reduzir seu custo de capital.

Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, também concentrou sua participação no quadro fiscal. Ele afirmou que o Brasil voltou a uma “armadilha do baixo crescimento”, em que aumento de gastos, dívida, inflação e juros se retroalimentam e limitam a expansão da economia. Para Guedes, o avanço da dívida pública já coloca o país em um cenário de “dominância fiscal”, com parcela crescente do orçamento comprometida pelo serviço da dívida.

Paulo Guedes na Money Week 2026
Paulo Guedes, ex-ministro da Economia / Divulgação EQI Investimentos

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, levou ao palco o debate sobre reformas e ambiente de negócios. Ao apresentar propostas para uma eventual mudança de governo em 2027, defendeu uma “Lei da Liberdade Econômica 2.0”, com redução da burocracia, maior previsibilidade regulatória e ajuste das contas públicas como caminhos para recuperar a confiança e estimular o crescimento.

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal / Divulgação EQI Investimentos

Walter Maciel, CEO da AZ Quest, também olhou para o cenário fiscal, mas a partir das possibilidades abertas pela eleição. Em uma hipótese na qual o próximo governo consiga realizar um ajuste, Maciel projetou espaço para queda do juro de equilíbrio e forte valorização dos ativos brasileiros, com dólar entre R$ 3 e R$ 3,50 e Ibovespa aos 300 mil pontos. A orientação, porém, foi preparar as carteiras para mais de um desfecho possível nas urnas.

A eleição de 2026 ganhou ainda um painel com Caio Coppolla, Roberto Reis e Silvio Cascione, chefe da Eurasia Group no Brasil. Custo de vida, segurança, corrupção e percepção sobre a economia apareceram entre os fatores capazes de influenciar principalmente os eleitores sem identidade partidária rígida.

Caio Coppolla, Roberto Reis e Silvio Cascione na Money Week 2026 / Divulgação EQI Investimentos

Para além da conjuntura econômica e eleitoral, Leandro Karnal trouxe à Money Week 2026 uma discussão sobre sucessão, família e patrimônio. O historiador defendeu que a preparação dos sucessores deve começar ainda no auge da liderança, combinando planejamento financeiro, formação dos herdeiros e transmissão de valores entre gerações.

As discussões também olharam para movimentos que ultrapassam as fronteiras brasileiras. Ernest Scheyder, jornalista e autor de The War Below, e Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Investimentos, abordaram a disputa por terras raras e minerais críticos, recursos cada vez mais estratégicos para tecnologia, inteligência artificial, indústria automobilística e setor aeroespacial.

A sequência de temas mostrou um investidor diante de decisões que já não dependem apenas de juros, inflação ou desempenho das empresas. Tecnologia, eleições e disputas geopolíticas passaram a fazer parte da mesma equação.

Da proteção patrimonial ao investidor global

Se parte da programação tratou dos riscos e transformações do cenário econômico, outra buscou traduzir esse ambiente em decisões de carteira.

Especialistas da EQI Research apresentaram a lógica da Carteira Safe Haven, construída para reduzir a vulnerabilidade do patrimônio diante de guerras, disputas comerciais, inflação, juros e oscilações cambiais. Em vez de apostar em um único “porto seguro”, a proposta combina ativos com funções diferentes, entre eles renda fixa, fundos imobiliários, ações, moedas fortes e ouro.

Equipe da EQI Research: João Neves, Nicolas Merola e João Abdouni / Divulgação EQI Research

A diversificação internacional apareceu por outro ângulo no painel de Ângelo Dalla, da EQI International, e Marink Martins, da EQI Research. A discussão partiu da ideia de que investir no exterior não precisa significar concentrar toda a exposição internacional nos Estados Unidos. Com ativos americanos mais caros e novos polos econômicos ganhando relevância, outras regiões e moedas também podem encontrar espaço na carteira do brasileiro.

Marink Martins na Money Week 2026
Marink Martins, da EQI Research / Divulgação EQI Investimentos

Foi esse cruzamento entre cenário e decisão de investimento que atravessou boa parte dos dois dias. Política, macroeconomia, inteligência artificial, geopolítica, proteção patrimonial e investimentos internacionais apareceram menos como discussões isoladas e mais como peças de um mesmo cenário.

De evento digital a encontro com milhares de participantes

A dimensão alcançada em 2026 fica mais clara quando comparada aos últimos anos.

Money Week 2026
Área da Plenária / Divulgação EQI Investimentos

A Money Week começou em 2019, em formato 100% digital e gratuito. A virada para o presencial aconteceu em 2023. No ano seguinte, o encontro recebeu cerca de 3,5 mil pessoas. Em 2025, foram aproximadamente 4,5 mil participantes.

Agora, além de superar 5,7 mil inscrições, o evento passou a ocupar dois dias.

A mudança não aconteceu apenas na quantidade de público. Ao longo das edições, a Money Week passou a reunir discussões que vão da construção de carteira às grandes questões econômicas e políticas que interferem nas decisões de investimento.

A lista de convidados também ajuda a contar essa evolução. Em diferentes edições, nomes como André Esteves, Luis Stuhlberger, Luiz Barsi Filho, Roberto Sallouti, Mansueto Almeida, Gustavo Cerbasi, Michel Temer, Paulo Guedes, Sergio Moro, Roberto Justus, Andre Agassi e Dan Cockerell passaram pelos eventos promovidos pela EQI.

Em 2026, a programação trouxe nomes como Howard Marks, Gustavo Franco, Paulo Guedes, Walter Maciel, Thomas Kamei, Ernest Scheyder e Leandro Karnal, entre outros. O resultado foi uma agenda que misturou mercado, economia, tecnologia e geopolítica ao longo dos dois dias.

Crescimento da Money Week acompanha expansão da EQI

A evolução do evento ocorreu em paralelo à transformação da empresa que o criou.

Quando a primeira Money Week foi realizada, em 2019, a EQI encerrou o ano com R$ 7 bilhões sob custódia. Atualmente, a companhia conta com mais de R$ 57 bilhões sob custódia e mais de 90 mil clientes.

Nesse intervalo, a EQI ampliou suas áreas de atuação e, em 2023, tornou-se a primeira assessoria independente do país a obter licença para operar como corretora de valores.

A Money Week seguiu um caminho semelhante. O projeto que começou no digital ganhou uma versão presencial e, com o crescimento do público, incorporou novas funções. A educação financeira continua no centro, mas passou a dividir espaço com análise econômica, política, geopolítica, tecnologia, negócios e relacionamento.

Stand da EQI / Divulgação EQI Investimentos

Os números ajudam a mostrar o tamanho alcançado em 2026. Mais importante, porém, é o que mudou por trás deles.

Ao ganhar um segundo dia, a Money Week não apenas aumentou sua capacidade. Ganhou tempo para que as discussões dos palcos continuassem nos corredores, nos espaços das marcas e nas conversas entre participantes.

De um evento digital criado em 2019 a um encontro presencial de dois dias, essa talvez seja a mudança que melhor resume a trajetória da Money Week: cresceu o público, cresceu a programação e cresceu também o espaço para as conexões que acontecem fora do palco.

Leia também: