A SRM Asset retorna à Money Week em 2026 com uma mensagem diretamente relacionada ao tema desta edição, “O futuro do Brasil é assunto para agora”: o desenvolvimento econômico do país depende da capacidade de fazer o capital chegar às empresas no momento em que elas precisam investir, crescer e financiar suas operações. Para Marcos Mansur, sócio executivo da SRM, o crédito estruturado e o mercado de capitais têm papel cada vez mais relevante nessa conexão entre investidores e a economia real.
A participação da companhia no evento também reflete a própria posição que a SRM busca ocupar no mercado financeiro. Segundo Mansur, a Money Week aproxima dois públicos que estão no centro da atuação da empresa: quem toma decisões sobre a alocação de capital e quem constrói e desenvolve negócios no Brasil.
“A Money Week reúne quem decide alocação de capital e quem constrói empresas no Brasil, e esse é exatamente o espaço que a SRM ocupa há duas décadas: a ponte entre capital e a economia real”, afirma o executivo.
De acordo com Mansur, a decisão de retornar como patrocinadora também está relacionada à possibilidade de promover discussões mais aprofundadas sobre crédito estruturado. A expectativa da SRM para esta edição é ampliar o diálogo sobre a participação desse tipo de crédito no financiamento das empresas brasileiras por meio do mercado de capitais, além de apresentar como estrutura, tecnologia e governança podem contribuir para atender essa demanda.
O futuro começa pelo capital disponível hoje
Ao analisar o tema da Money Week 2026, Mansur chama atenção para um aspecto central: o futuro econômico não depende apenas de planos de longo prazo, mas também das condições que as empresas encontram no presente para financiar suas atividades.
“O futuro econômico do país se constrói com o capital que chega às empresas hoje”, diz.
Essa visão, segundo ele, acompanha a estratégia da SRM desde 2005, quando a companhia estruturou o primeiro FIDC multicedente-multisacado do Brasil. A tese desenvolvida desde então parte da conexão entre os agentes que possuem capital e as empresas que produzem, empregam e movimentam a economia.

Nesse contexto, a palavra “agora”, presente no tema do evento, ganha significado particular para a companhia. “Crédito estruturado existe para destravar recursos no tempo da empresa, não no tempo do ciclo. O tema deste ano nomeia o que a SRM pratica como modelo de negócio”, afirma Mansur.
A perspectiva coloca o acesso ao financiamento como uma questão estratégica para o desenvolvimento empresarial. Na avaliação do executivo, quando os recursos chegam no momento adequado e em condições compatíveis com o negócio, o mercado financeiro passa a cumprir uma função diretamente relacionada ao crescimento da economia.
Crédito privado ganha espaço no mercado de capitais
A expansão do mercado de capitais brasileiro também modifica as alternativas disponíveis para as empresas. Mansur avalia que esse mercado amadureceu como fonte de financiamento, enquanto o crédito privado conquistou uma posição relevante nesse processo.
Ao mesmo tempo, o investidor passou a observar com maior atenção a relação entre risco e retorno. Como consequência, cresce a procura por estruturas capazes de oferecer previsibilidade e governança.
Esse cenário, porém, também aumenta a necessidade de critérios rigorosos na concessão e estruturação de crédito. “Para o crédito, o momento exige rigor na análise e clareza na estruturação de cada operação”, explica Mansur.
Na visão do executivo, experiência, tecnologia e equipes especializadas em crédito estruturado tornam-se especialmente importantes em um ambiente mais exigente. A combinação desses fatores pode contribuir para oferecer segurança e agilidade sem deixar de lado a consistência das operações.
Para os próximos anos, Mansur identifica três movimentos principais. O primeiro é justamente a consolidação do crédito privado por meio do mercado de capitais como alternativa efetiva ao crédito bancário tradicional para empresas de diferentes portes.
O segundo é a evolução da atuação das próprias companhias nos instrumentos de crédito. As possibilidades podem partir de soluções como antecipação de recebíveis e avançar para estruturas mais robustas, incluindo FIDCs e debêntures. O terceiro movimento está relacionado à tecnologia, com sua aplicação em diferentes etapas, da gestão e análise de crédito à formalização e cobrança.
“Empresas que compreendem esses três movimentos conseguem acessar capital em melhores condições”, afirma.
Integração busca aproximar empresas e investidores
Na estratégia apresentada por Mansur, um dos diferenciais da SRM está na construção de um ecossistema financeiro integrado. O modelo reúne gestora, securitizadora, DTVM e instituição de pagamento conectadas por uma plataforma tecnológica.
A estrutura permite que empresas de médio e grande porte tenham acesso a produtos e veículos como fundos, debêntures, CRIs e CRAs, com o objetivo de melhorar o custo de capital. Para Mansur, a integração reduz a necessidade de diferentes interlocutores ao longo das demandas financeiras de uma empresa.
“Para empresas, isso significa uma única relação para necessidades que antes exigiam vários interlocutores, do capital de giro à estruturação de uma operação de securitização. Para os investidores, significa acesso a veículos de crédito estruturado com governança e rentabilidade em toda a cadeia. O valor está na integração”, explica.
Essa estratégia foi construída ao longo de mais de duas décadas de atuação. Segundo Mansur, a trajetória da SRM combina pioneirismo, investimento em tecnologia, consistência, rigor técnico na análise de crédito e governança.
Atualmente, de acordo com os dados apresentados pelo executivo, a companhia administra aproximadamente R$ 7 bilhões em ativos e movimenta um volume anual de operações de crédito da ordem de R$ 10 bilhões.
“A nossa agilidade e o rigor técnico na análise de risco nos permitem crescer sem abrir mão da qualidade da carteira, e a nossa governança dá ao investidor a segurança de operações bem administradas”, afirma Mansur.
De um FIDC pioneiro a uma plataforma multiteses
A transformação do mercado de FIDCs é um exemplo utilizado pelo executivo para demonstrar como o crédito estruturado evoluiu no Brasil. Quando a SRM estruturou seu primeiro FIDC multicedente-multisacado, em 2005, o instrumento ainda era uma novidade. Hoje, segundo Mansur, tornou-se um veículo consolidado, com uma base ampla de cotistas e patrimônio expressivo.
As mudanças no ambiente regulatório e a evolução dos prestadores de serviços também abriram novas possibilidades de atuação. Nesse processo, Mansur explica que a SRM passou de uma abordagem multitese para uma plataforma multiteses, abrangendo modalidades que vão de crédito consignado e empréstimo pessoal a home equity.
“O que antes era exceção tornou-se regra”, resume.
Mesmo com o amadurecimento do setor, ele considera que ainda há um espaço significativo a ser ocupado. Empresas de diferentes segmentos continuam sem acesso eficiente a soluções de crédito estruturado. É nesse ponto que a tecnologia assume uma função adicional: ampliar a conexão desses negócios com o mercado de capitais.
Inteligência artificial entra na estratégia de crédito
Para os próximos anos, uma das prioridades da SRM será aprofundar a atuação de seu ecossistema em todo o Brasil, fortalecendo as verticais de negócios e, principalmente, a integração entre elas. A intenção é fazer com que empresas e investidores tenham uma experiência cada vez mais conectada dentro da plataforma.
Outra frente estratégica destacada por Mansur é a aplicação da inteligência artificial ao crédito. A tecnologia deve ganhar espaço desde a originação das operações até a análise de risco.
“A segunda frente é a utilização da inteligência artificial aplicada ao crédito, da originação à análise de risco. Ela nos ajuda a encurtar prazos de decisão e ampliar o alcance a empresas que antes ficavam fora do radar, sem abrir mão do rigor técnico que sustenta a qualidade da nossa carteira”, explica.
A perspectiva mostra que, para a SRM, a inovação tecnológica não deve substituir a análise criteriosa de risco, mas contribuir para aumentar a eficiência e o alcance das operações.
Uma ponte entre o capital e quem produz
Na Money Week 2026, a mensagem que a SRM pretende apresentar a empresários, investidores, executivos e profissionais do mercado financeiro está concentrada na ideia de aproximação entre os recursos disponíveis no mercado de capitais e as necessidades concretas das empresas.
“A mensagem é que a SRM é a ponte mais curta entre o mercado de capitais e as empresas, e que essa ponte se constrói com rigor técnico e governança”, afirma Mansur.
Para o empresário, segundo ele, isso significa encontrar capital estruturado de acordo com o tempo e as necessidades do negócio. Para o investidor, representa a possibilidade de acessar o crédito privado por meio de estruturas acompanhadas de análise consistente de risco e de uma relação construída para o longo prazo.
A visão também ajuda a explicar como a SRM interpreta o papel do sistema financeiro na construção do futuro econômico brasileiro. Mais do que movimentar recursos, o mercado precisa criar condições para que o capital alcance a atividade produtiva.
“O mercado financeiro cumpre seu papel quando faz o capital chegar a quem produz. Um país cresce quando a empresa que gera emprego encontra financiamento na hora certa e em condições que cabem no seu negócio”, afirma.
Nesse cenário, mercado de capitais e crédito privado passam a ocupar uma posição central na engrenagem de financiamento das empresas. E, para Mansur, a capacidade de fazer essa conexão funcionar determinará parte importante do desenvolvimento econômico do país. “O futuro econômico do Brasil depende de quão bem essa ponte funciona. A SRM opera essa ponte com agilidade e governança.”
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