Com a polarização dividindo as pesquisas eleitorais presidenciais ao meio, é o eleitor que se importa mais com a economia, não com ideologia, que irá definir o vencedor em 4 de outubro, aponta Silvio Cascione, chefe da Eurasia Group no Brasil.
“A economia importa ainda mais para o eleitor que de fato decide a eleição, que não tem time para torcer e que não se move tanto pela ideologia ou valores”, ressaltou Cascione durante a Money Week 2026 promovida pela EQI Investimentos em Balneário Camboriú nesta quinta-feira (27).
Ele lembra que foi esse eleitor que votou no ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018 e em Lula em 2022.
“Hoje ele ainda está esperando e talvez só decida na manhã de 4 de outubro. O eleitorado está apático, exausto. E isso é um enorme problema pra democracia”, opina.
Riscos de curto prazo
Um fator que pode ser levado em consideração para este eleitor indeciso é a economia, que é considerada um risco de “curtíssimo prazo”
“Se o Brasil não melhorar a política fiscal e reduzir o custo de capital, todo o resto vai ficar inviável. Esse é o maior risco político imediato”, ressalta o especialista.
Cascione lista ainda outros riscos muito importantes, como a violência e o crime organizado.
“Isso vai se agravar no futuro se não for tratado. É o narcotráfico, mas também o crime no setor financeiro e nos setores produtivos, além dos partidos políticos. Agregado a isso está a erosão institucional. Todos os Poderes descumprindo a Constituição, invadindo um em cima do outro”, pontua.
“Se isso não for reconhecido, diagnosticado e remediado, teremos riscos políticos maiores”, reforça Cascione.






