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Apuama reforça papel do crédito estruturado na diversificação durante a Money Week 2026

Apuama reforça papel do crédito estruturado na diversificação durante a Money Week 2026

Em sua segunda participação como expositora, gestora chega ao evento com mais de R$ 1,5 bilhão sob gestão e defende análise técnica, governança e gestão de risco como pilares para o avanço do crédito estruturado

A Apuama estará presente na 12ª edição da Money Week em um momento de consolidação de sua atuação no mercado de crédito estruturado. Esta será a segunda participação da gestora como expositora no evento, ocasião em que pretende estreitar o relacionamento com investidores, assessores e parceiros e ampliar as discussões sobre o papel do crédito privado na diversificação das carteiras.

Segundo João Câmara, head de relações com investidores da Apuama, a participação ganha relevância diante do estágio atual da companhia. A gestora ultrapassou a marca de R$ 1,5 bilhão sob gestão e ampliou sua presença em diferentes segmentos de crédito estruturado.

“Já é a segunda vez que participamos como expositor da Money Week e este evento representa uma oportunidade de aproximar a Apuama de um público qualificado de investidores e assessores em um momento de consolidação da gestora”, afirma Câmara. Para ele, após o crescimento dos ativos sob gestão e a diversificação das frentes de atuação, a Money Week se torna “um espaço natural para apresentar essa trajetória e reforçar o relacionamento com a rede EQI”.

O futuro do Brasil passa pelas decisões de investimento do presente

Com o tema “O futuro do Brasil é assunto para agora”, a edição de 2026 da Money Week propõe uma discussão que, para a Apuama, encontra reflexo direto nas decisões de alocação. Na avaliação da gestora, as características do mercado brasileiro ajudam a manter o crédito privado no centro das estratégias de médio e longo prazo.

“O Brasil segue apresentando um diferencial estrutural de taxas de juros que torna o crédito privado uma classe de ativo relevante para alocação de médio e longo prazo”, explica Câmara.

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Nesse contexto, a estratégia não deve depender da espera por condições consideradas perfeitas. “Não se trata de esperar por um cenário ideal, mas de construir posições consistentes dentro do ambiente que temos, com disciplina de análise e gestão de risco”, acrescenta.

Essa leitura também se aplica a períodos marcados por mudanças nos juros, inflação e percepção de risco. Nessas circunstâncias, a seleção de ativos exige atenção à qualidade e à pulverização das carteiras de cedentes e sacados, à estrutura de subordinação, às garantias das operações, ao histórico e à governança das originadoras e à capacidade dos fluxos de caixa projetados de resistir a cenários de estresse.

Para Câmara, quanto maior a volatilidade, mais importante se torna compreender os riscos de cada operação em profundidade. Segundo ele, “a granularidade da análise de crédito individual se torna ainda mais determinante do que a leitura macro isolada”.

Crédito estruturado ganha espaço estratégico nas carteiras

A Apuama avalia que o crédito estruturado deve ganhar participação nas carteiras dos investidores brasileiros nos próximos anos. A classe pode oferecer prêmios de risco superiores aos encontrados no crédito tradicional, desde que as estruturas sejam adequadamente construídas e acompanhadas.

“O crédito estruturado tende a ocupar um espaço crescente como componente de diversificação, oferecendo prêmios de risco superiores aos ativos de crédito tradicional quando bem estruturado e monitorado”, afirma Câmara.

A mudança também envolve a forma como essa classe é percebida. Em vez de permanecer como uma parcela complementar do portfólio, a tendência, segundo a gestora, é que passe a integrar de maneira mais estratégica a alocação dos investidores, especialmente por meio de estruturas com subordinação e curadoria técnica.

Essa transformação deve estar entre os assuntos discutidos com investidores durante a Money Week 2026. Para a Apuama, o avanço do crédito estruturado exige que investidores e assessores aprofundem a avaliação dos riscos aos quais cada produto está exposto.

Entre os pontos que ganham importância estão a subordinação, a pulverização de cedentes e sacados, o histórico das originadoras e os efeitos práticos da CVM 175 sobre governança e monitoramento. São aspectos que, na visão de Câmara, passam a receber maior atenção à medida que o investidor amadurece dentro dessa classe de ativos.

Expansão dos FIDCs abre novas oportunidades

Dentro do mercado de capitais e de crédito privado, a Apuama identifica desafios que ainda precisam ser enfrentados. Entre eles estão a assimetria de informação presente em determinados nichos de crédito, o aprimoramento contínuo dos covenants e das estruturas de garantia e o processo de maturação regulatória relacionado à CVM 175.

Ao mesmo tempo, a expansão dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) abre novas possibilidades de diversificação. A gestora enxerga espaço para o crescimento de nichos como crédito consignado, precatórios e cartão de crédito, além de oportunidades para casas especializadas capazes de oferecer estruturas robustas de governança.

Essa ampliação do universo de FIDCs também está entre os movimentos que, segundo a Apuama, merecem atenção quando se discute o futuro do mercado brasileiro.

Câmara explica que novos nichos ampliam as possibilidades de diversificação dentro do próprio crédito estruturado e criam espaço para gestoras especializadas. Ao mesmo tempo, tecnologia e dados passam a desempenhar uma função cada vez mais importante na avaliação das operações.

Especialização e diversificação para atravessar diferentes ciclos

A atuação da Apuama é concentrada em FIDCs e sustentada por uma abordagem que busca aprofundar a análise de cada segmento. De acordo com Câmara, essa especialização permite acompanhar o crédito desde sua originação até o monitoramento contínuo.

“A especialização setorial permite um nível de profundidade analítica que dificilmente se replica em estruturas generalistas”, afirma.

Ao mesmo tempo, a gestora busca diversificar sua exposição entre diferentes segmentos como operações multicedente e multisacado, consignado público e privado, precatórios e cartão de crédito. A combinação, segundo Câmara, ajuda a diminuir a correlação entre diferentes fontes de risco e contribui para a capacidade de atravessar diferentes momentos do ciclo de crédito.

A Apuama conta ainda com mais de dez fundos sob gestão em diferentes segmentos e uma estrutura societária com diretorias dedicadas à gestão, crédito e risco/compliance. Segundo Câmara, essa organização possibilita dupla análise e um processo decisório colegiado, reduzindo a dependência de uma única visão na tomada de decisões de crédito.

Crescimento acompanhado pelo reforço das estruturas de controle

Sócios da Apuama / Divulgação Apuama

A expansão dos ativos sob gestão também trouxe a necessidade de reforçar as estruturas internas da companhia. A filosofia de crescimento com responsabilidade, segundo Câmara, permanece como um dos princípios centrais da estratégia da Apuama.

A expansão dos ativos sob gestão (AuM – Assets Under Management, na sigla em inglês) também trouxe a necessidade de reforçar as estruturas internas da companhia. A filosofia de crescimento com responsabilidade, segundo Câmara, permanece como um dos princípios centrais da estratégia da Apuama.

“O crescimento do AuM da Apuama ao longo dos últimos anos acompanhou, na mesma proporção, o fortalecimento das áreas de risco, compliance e crédito, com estrutura dedicada a cada uma dessas frentes”, explica.

Para a gestora, aumentar a escala sem fortalecer essas áreas comprometeria a sustentabilidade da operação. “Entendemos que escala sem essa base é insustentável no médio e longo prazo”, reforça Câmara.

Esse posicionamento também orienta a mensagem que a Apuama pretende levar à Money Week. Mais do que apresentar o crédito estruturado como uma alternativa de rentabilidade, a gestora busca chamar atenção para a relação entre retorno, risco e qualidade da análise.

“A mensagem central é que crédito estruturado, quando bem selecionado e monitorado, é uma ferramenta legítima de diversificação e geração de retorno consistente e não apenas um atalho para rentabilidade descolada do risco”, afirma. Nesse processo, acrescenta, a curadoria técnica na seleção de FIDCs assume papel fundamental.

Tecnologia e IA ampliam capacidade de monitoramento

Outro ponto que deve ganhar espaço nas discussões sobre o futuro do crédito é a incorporação de tecnologia, dados e automação. Na Apuama, esses recursos são utilizados principalmente no monitoramento contínuo das carteiras, no acompanhamento da inadimplência, na identificação de concentrações de cedentes e sacados e na verificação da aderência aos limites contratuais de cada estrutura.

A infraestrutura de dados, segundo Câmara, permite detectar sinais de deterioração com maior agilidade e fornece informações para subsidiar as decisões do comitê de crédito.

A inteligência artificial também está no radar desses investimentos em tecnologia. “Com o crescimento do mercado de IA, estamos investindo em ferramentas que otimizem nosso tempo de análise e acompanhamento das carteiras e covenants dos fundos”, afirma.

A tecnologia, porém, é vista como instrumento para ampliar a capacidade operacional, e não como substituta da análise especializada. “Acreditamos que a tecnologia é um meio para ganharmos escalabilidade”, completa Câmara.

Parceria com a EQI amplia acesso ao crédito estruturado

A presença na Money Week também reforça o relacionamento da Apuama com a EQI. Na avaliação da gestora, a parceria contribui para levar produtos de crédito estruturado a uma base maior de investidores qualificados.

“A EQI tem um papel relevante na democratização do acesso a produtos que historicamente ficavam restritos a investidores institucionais, ao combinar distribuição capilarizada com um filtro de qualidade sobre os produtos ofertados”, afirma Câmara.

Para ele, essa combinação permite conectar a especialização da Apuama a investidores que contam com suporte de assessoria especializada. “Essa parceria permite que a expertise técnica da Apuama chegue a uma base maior de investidores qualificados”, acrescenta.

Ao retornar à Money Week como expositora, a Apuama pretende, portanto, colocar no centro da conversa não apenas o crescimento do crédito estruturado, mas também as condições necessárias para que essa expansão aconteça de maneira consistente.

“O crédito estruturado brasileiro amadureceu e hoje oferece alternativas sólidas de diversificação, desde que acompanhadas de análise técnica rigorosa e seleção criteriosa de gestoras e estruturas”, resume Câmara.

É com essa perspectiva que a gestora chega à edição de 2026 do evento. Em um mercado no qual FIDCs conquistam espaço, novos nichos surgem e a tecnologia amplia a capacidade de monitoramento, a Apuama sustenta que crescimento, especialização e controle de riscos precisam avançar juntos. Como conclui Câmara, “a Apuama segue com o compromisso de aliar crescimento e responsabilidade na condução desse mercado”.

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