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AZ Quest projeta dólar a R$ 3,50 e Ibovespa a 300 mil pontos com ajuste fiscal

AZ Quest projeta dólar a R$ 3,50 e Ibovespa a 300 mil pontos com ajuste fiscal

Walter Maciel, CEO da gestora, recomenda que o investidor monte a carteira pensando em dois cenários possíveis para o resultado das eleições de outubro

Para o CEO da AZ Quest, Walter Maciel, o investidor deve montar a carteira pensando em dois cenários. Ambos giram em torno do resultado das eleições presidenciais de 4 de outubro. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (27), durante palestra na Money Week 2026, evento da EQI Investimentos em Balneário Camboriú.

“Remova tudo que é frágil da sua carteira. Se o vencedor for fazer o ajuste fiscal, o juro de equilíbrio fica entre 4% e 4,5%, e a inflação, em 3%. A conta dá 7%. Assim é organizado”, disse Maciel.

Nesse cenário mais positivo, Maciel projetou níveis específicos para o câmbio e para a bolsa. A projeção considera o mesmo ajuste fiscal citado antes.

“O que acontece com os ativos? Dólar a R$ 3 e R$ 3,50. Bolsa a 300 mil pontos”, disse.

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Maciel foi direto ao tratar do cenário alternativo, caso o ajuste fiscal não avance. Para ele, seria ingênuo apostar que o presidente Lula faria agora uma correção que nunca fez ao longo do mandato.

Sem ajuste fiscal, câmbio pressionado e mais impostos

Nesse cenário mais negativo, Maciel citou pressão sobre o câmbio e possível controle de capitais. Ele também mencionou alta do IOF, imposto sobre operações financeiras, para até 10%.

“Câmbio abrindo, controle de capital, IOF de 10%. Não fique endividado, aumente a eficiência do seu negócio. Qual a resposta para um choque de 1%? Por isso, recomendo uma carteira robusta, com um pouco de opcionalidade de a coisa melhorar”, disse Maciel.

Fora do tema eleitoral, Maciel destacou os fundos imobiliários de logística como uma aposta de longo prazo. Ele citou o mercado americano como exemplo do potencial ainda pouco explorado no Brasil.

“Os fundos imobiliários de logística são uma tese vencedora lá fora, nos Estados Unidos. Em Miami, tem mais galpões do que no Brasil inteiro. Aqui no nosso país, ainda é incipiente, tem muito potencial. E a gente não tem dúvidas de que ainda vai explodir”, afirmou.

Maciel também alertou para o excesso de procura por fundos de crédito privado mais simples, como LCI, LCA e CRA. Segundo ele, isso costuma acontecer quando os juros sobem muito.

“O investidor brasileiro tem uma tendência de ir para coisas mais fáceis quando o juro sobe muito. Mas esse mercado é um ecossistema fechado. Quando você tem uma onda de aplicações nesses fundos, os gestores ficam com muito caixa e precisam comprar ativos, aumentando os preços. Aí os prêmios ficam muito baixos. O CDI é alto, mas o spread é baixo. Se a direita vencer as eleições e os juros caírem, esses fundos vão se dar mal”, concluiu.