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Diversificação com venture capital: vale a pena? Entenda aqui

Diversificação com venture capital: vale a pena? Entenda aqui

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

28 Jun 2022 às 17:39 · Última atualização: 29 Jun 2022 · 14 min leitura

Redação EuQueroInvestir

28 Jun 2022 às 17:39 · 14 min leitura
Última atualização: 29 Jun 2022

Relógio por trás de pilhas de moedas

Nos últimos meses, com a elevação dos juros brasileiros, a atratividade dos investimentos em renda variável tem sido bastante afetada. 

Nesse cenário, muitos investidores têm preferido reduzir a exposição em ações, Fundos Imobiliários e fundos de risco elevado.

Já os investidores de perfil sofisticado – aqueles que aceitam ter mais risco na carteira – podem aproveitar o momento para tornar a alocação em renda variável mais eficiente e aumentar significativamente o retorno esperado.

Confira como diversificar com venture capital neste artigo.

Diversificação em renda variável: entenda como fazer

Existem alguns princípios baseados na correlação dos ativos que devem ser seguidos no momento de montar uma carteira de investimentos. 

Veja isso funciona no gráfico abaixo:

O que é correlação positiva de ativos

Na correlação positiva, temos um exemplo de carteira montada com dois ativos correlacionados entre si. Isso significa que quando um cai, o outro também cai e quando um sobe, o outro também sobe. 

Exemplo de correlação positiva são ações do Itaú e Banco do Brasil.

O que é correlação negativa de ativos

Na correlação negativa, ao contrário, temos um exemplo de carteira montada com dois ativos descorrelacionados entre si: quando um ativo sobe, o outro cai e vice-versa. 

Exemplo de correlação negativa são Ibovespa e Dólar.

“No primeiro exemplo, não temos uma verdadeira diversificação. Se o mercado vai contra, além de perder dinheiro, o investidor ficará sem liquidez e, com isso, perderá oportunidades de fazer boas compras a preços baixos”, observa Denys Wiese, Head de renda fixa da EQI Investimentos. 

Em contrapartida, de acordo com Wiese, o investidor correrá um menor risco ao optar por uma montagem de carteira com ativos de correlação negativa. 

“Se o mercado vai mal, um ativo performará muito bem frente a outro e vice-versa. Com a montagem de uma carteira assim, o investidor terá liquidez quando realmente precisar, não precisará liquidar ativos em um momento ruim e não perderá as oportunidades”, reforça. 

O Head da EQI esclarece ainda que a média de retorno das duas carteiras é praticamente a mesma ao longo do tempo. 

“Faz total sentido o investidor optar pela carteira com correlação negativa entre os ativos para ter menor volatilidade, maior liquidez e segurança”, completa.

Em renda variável, algumas classes de ativos que podem ser usadas como forma de diversificação são: Ibovespa, Small Caps, Fundos Imobiliários, Investimentos dolarizados como BDRs, ETFs, etc..

Quais são as oportunidades do momento em diversificação em renda variável?

Denys Wiese aponta que, atualmente, em virtude dos juros altos, existem vários setores em queda a preços muito mais baixos do que há 12 meses. 

“Sem dúvida, o setor que mais ‘apanhou’ foi o setor de tecnologia. Isso aconteceu, porque os fluxos de caixa de empresas que crescem exponencialmente, estão no futuro, não no presente”, explica. 

No entanto, de acordo com ele, “esse fluxo é deficitário no curto prazo, e muito recompensador no longo prazo”.

“Empresas tech tomam recursos do mercado via dívida, venda de participação e compram mercado, ou seja, adquirem clientes. Porém, os juros altos encarecem sobremaneira o custo de capital e, por não estarem ainda dando lucro, o investidor acaba fugindo do setor”, aponta. 

Retorno em renda variável: comparação entre as classes de ativos

O gráfico abaixo mostra uma comparação do retorno entre as algumas classes de ativos de renda variável entre 2015 e 2022:

Gráfico com simulação de investimento
Fonte: EQI Investimentos. Índices (Ibovespa, IFIX, DIVI, SMLL11, DOL, LDVAX US Equity)

Segundo Wiese, nessa comparação, o que mais chama a atenção é o índice LDVAX US Equity, que mede o valuation das empresas de Venture Capital (VC), focadas em tecnologia.


“Observe como esse índice subiu muito mais que os demais, mais que o dobro, e quando veio a queda, também caiu expressivamente, cerca de 60% de outubro de 2021 para cá”, comenta.

De acordo com ele, essa mesma dimensão de queda de empresas de tecnologia aconteceu pela última vez no início dos anos 2000 com a “bolha dotcom” – empresas de internet. 

“No entanto, hoje o mercado está muito mais maduro e as empresas de tecnologia viraram uma realidade”, observa Wiese. 

A melhor hora para o Venture Capital 

O Head de renda fixa da EQI lembra de uma máxima atribuída ao investidor Warren Buffet: “Compre aos sons dos canhões, e venda aos sons dos violinos”. E de acordo com Wiese, o Venture Capital está hoje “aos sons dos canhões”. 

Para ele, além de estar com preços muito mais baixos em comparação a um passado recente, há uma outra razão para que o investidor faça a alocação de parte dos recursos nessa classe de investimentos. 

“O Venture Capital pode adicionar ao portfólio uma classe descorrelacionada com as outras classes de ativos. Isso, trará maior eficiência para a diversificação”, destaca Wiese.

Correlação entre classes de ativos

Gráfico com correlação de venture capital e outros ativos
Fonte: Cambridge Associates Global Venture Capital, Global Private Equity, and Global Real Estate Benchmarks Return Report. Venture Capital, private equity and real estate data from Cambridge Associates. Private Equity asset class excludes venture capital. Large-cap equity proxy is Lipper aggregated US large-cap equiy fund performance. High yield bond proxy is Lipper aggregated high yield bond fund performance. Returns for period dating 1990-2014, as of Dec. 31,2015. Sample size for each asset listed is as follows: venture capital: 771; private equity: 932; real state: 309; large-cap equity: 674; high yield bonds: 421; and aggregate core bond: 385. Past performance is not a guarantee os future results.

Conforme os dados mostrados acima, Denys Wiese observa que ao iniciar uma exposição em Venture Capital, o investidor colocará em seu portfólio uma classe mais volátil, com maior potencial de retorno e descorrelacionada às classes usuais na B3.“Essa é uma classe que possui média-alta correlação com Private Equity; média-alta correlação com real state e correlação negativa com empresas “large-cap.

Ou seja, empresas grandes como, por exemplo, PETR4, BBAS3, VALE3, ITUB4 e ABEV3; além de correlação negativa com os bonds, que são as nossas debêntures”, aponta o Head da EQI.

Potencial de retorno do Venture Capital 

Para entendermos o quanto o Venture Capital pode trazer de retorno a um portfólio, devemos entender, inicialmente, em qual estágio de maturidade da empresa ocorre o investimento. 

Existem 4 grandes fases na vida de uma empresa:

  1. O chamado “Love Capital”, quando há apenas uma ideia, em fase pré-operacional; 
  2. O Seed ou “Capital-Semente”, quando a ideia é validada no mercado, mas faltam equipe, processos, etc.;
  3. O Venture Capital, quando a ideia já foi validada, já existem equipe e processos e a empresa está pronta para escalar dentro e fora do país; 
  4. A fase do Private Equity e IPO, que é quando a empresa já está bastante consolidada e abriu seu capital na bolsa de valores.

Observe essas fases no quadro abaixo:

Estágios de investimento em uma startup

Ilustração com estágios de investimento em uma startup

“O investimento do Venture Capital acontece no 3º estágio, quando várias validações já foram feitas. É nesse estágio que o crescimento da empresa é exponencial” ressalta Wiese. 

Para ele, um bom exemplo é o caso do Facebook, hoje Meta. 

“Quem investiu R$ 100 mil em 2005, na fase antes do IPO, viu seu capital se multiplicar por 710 vezes. Quem comprou em 2012, quando abriu o capital, viu seu capital se multiplicar em 5 vezes”, comenta. 

Dados Meta

O Head da EQI aponta que, em geral, as empresas crescem muito menos depois que fazem o IPO. “A real oportunidade de multiplicação exponencial de capital encontra-se em estágios anteriores”. 

Retorno de empresas em mercados públicos

As empresas que estão em “mercados públicos” são aquelas que já fizeram seus IPOs (Oferta Pública Inicial), isto é, abriram seu capital. 

“Nos últimos 20 anos, o rendimento de Venture Capital foi de 92% ao ano, enquanto o Private Equity foi 31% ao ano e as ações bluechips renderam 8% ano ano. Em janelas menores, o rendimento caiu mas, mesmo assim, a classe de VC rendeu bem acima das bluechips”, analisa Wiese. 

Acompanhe no gráfico abaixo a análise do 1º quartil dos retornos dos investimentos:

Gráfico com retornos acima de mercados públicos

PIPO CAPITAL I: especializada em Venture Capital

PIPO (PIPO = “Pré IPO”) é uma gestora de recursos especializada em Venture Capital, que está criando um fundo (condomínio fechado) chamado “PIPO CAPITAL I”, que comprará empresas e cotas de fundos de Venture Capital.

“O capital investido em tecnologia virou commodity, ou seja, virou ‘lugar comum’. O gestor que irá trazer o maior retorno para seus investidores é o que tiver o maior acesso aos grandes players de mercado e os melhores deals de empresas recebendo aportes”, observa Denys.


Veja algumas empresas investidas pela PIPO antes de se tornarem “unicórnios” – companhias que possuem avaliação de preço de mercado no valor de mais de 1 bilhão de dólares americanos:

Infográfico com empresas investidas pela Pipo

Características do Fundo

Fundo: PIPO Capital I

Tipo: condomínio fechado

Valor da emissão: Até R$150 milhões;

Retorno Esperado: 30% a 40% a.a

Investimento Mínimo: R$ 25.000,00

Público-Alvo: Investidor qualificado

Prazo do fundo: 12 anos, 2 possíveis extensões de 1 ano cada

Taxa de adm: 1.25% a.a. (durante o período de investimento). Durante período de desinvestimento decai 0.25% ao ano, com mínimo de 0.75% ao ano; 

Taxa de performance: 10% sobre o que exceder o retorno preferencial (IPCA + 7%)

“O prazo de 12 anos é o que o gestor prevê que já terão feito o desinvestido de todos os ativos do fundo. Antes disso, a partir do momento em que uma empresa do portfólio do fundo for desinvestida e entrar recursos no caixa dele, esse montante é automaticamente devolvido ao cotista. Então, devemos imaginar que existirão amortizações de capital a partir do segundo ano”, comenta Denys Wiese. 

O Head também destaca que mesmo que o prazo do investimento em Venture Capital seja longo, há a possibilidade de liquidez via mercado secundário.

“Como o fundo será constituído sob a forma de condomínio fechado, as cotas poderão ser negociadas no mercado secundário, no regime de melhores esforços. Então, se houver extrema necessidade de liquidez, há essa boa possibilidade”. 

Baixe o material publicitário aqui.

Assista o vídeo – Venture Capital: Como investir em startups com pouco dinheiro?

Impacto do Venture Capital na carteira de investimentos

Para visualizar os resultados possíveis de uma aplicação em Venture Capital, observe a simulação abaixo:

Gráfico com simulação de investimento em venture capital

“Veja que se o fundo de Venture Capital retornar na média 30% ao ano, supondo que os juros e amortizações sejam também reinvestidos à mesma taxa, no final de 10 anos, o investimento de R$ 100 mil se transformaria em R$ 1.378.584,92.

Se a taxa de retorno for 40% a.a., supondo, novamente, que os juros e amortizações sejam reinvestidos à mesma taxa, o investimento de R$ 100 mil se tornaria R$ 2.892.546,55 em 10 anos.

Nos dois cenários, vemos a multiplicação do capital inicial em mais de 10 vezes, em 10 anos”, completa Wiese.

*Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. As simulações apresentadas são hipotéticas e ilustrativas. A realidade pode diferir bastante desses resultados, incluindo a possibilidade de retorno negativo.

Informações específicas sobre o produto:

Atenção, a rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Os cálculos e simulações são ilustrativos, podendo a realidade ser diferente do que o apresentado.

A aplicação no PIPO Capital I é destinada para investidores qualificados de perfil sofisticado.

Os riscos envolvidos no fundo PIPO Capital I são vários, incluindo, principalmente, risco de mercado e de liquidez. Para visualizar todos os riscos, acesse o material publicitário, clicando aqui

O imposto de renda do PIPO Capital I é: (1) na fase anterior ao investimento nos fundos de VC ou em empresas, a tributação será regressiva, sem come-cotas: (a) resgates até 180 dias, a alíquota é de 22,5% sobre o rendimento; (b) resgates até 360 dias, a alíquota é de 20% sobre o rendimento; (c) resgates até 720 dias, a alíquota é de 17,5% sobre o rendimento; (d) resgates superiores a 720 dias a alíquota é de 15% sobre o rendimento. (2) na fase em que o dinheiro já está alocado nas empresas ou nos fundos de VC, o IR será de 15% sobre o rendimento, sem come-cotas. 

Os ativos que compõem a carteira do fundo possuem carência até o vencimento. O administrador não garante o resgate antecipado. 

Para resgatar antecipadamente, o investidor terá que acessar o mercado secundário de sua corretora, ficando sujeito às condições de mercado e de liquidez.

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