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Equilíbrio na carteira de investimentos: pesos e contrapesos

Equilíbrio na carteira de investimentos: pesos e contrapesos

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

20 Jun 2022 às 13:58 · Última atualização: 20 Jun 2022 · 6 min leitura

Vanessa Araujo

20 Jun 2022 às 13:58 · 6 min leitura
Última atualização: 20 Jun 2022

Balança: pesos e contrapesos para equilíbrio na carteira de investimentos

Quando se fala em ter equilíbrio na carteira de investimentos isso significa lançar mão de uma estratégia de alocação que permita diluir os riscos e potencializar os ganhos dos ativos. 

Afinal, como sabemos, o desempenho dos investimentos responde aos ciclos econômicos. “Trocando em miúdos”, isso quer dizer que é esperado que alguns ativos performem melhor em determinadas épocas e nem tanto em outras. 

E para acompanhar esse “sobe e desce”, uma carteira de investimentos precisa ter os chamados “pesos e contrapesos”, conforme a direção que o país toma em um determinado período. 

No entanto, é bem difícil de prever essa direção.

Por isso, o principal objetivo dos pesos e contrapesos é de encontrar o equilíbrio no qual, em nenhum cenário, uma carteira sofra com grandes oscilações ou falta de liquidez.

Equilíbrio na carteira de investimentos: qual a fase do ciclo econômico no Brasil?

O Brasil, atualmente, está em um momento de baixo crescimento econômico, que será seguido de um novo estímulo na economia. 

Isso deve acontecer pela troca da sequência de altas nos juros por quedas consecutivas, começando ainda em 2022, conforme apontam as análises.

Selic: será o fim do aumento das taxas de juros?

Em sua última reunião em 15 de junho, o Copom decidiu pela por mais uma elevação da taxa Selic. O reajuste veio em linha com o que o mercado esperava, chegando a 13,25%. 

O comitê do Banco Central sinalizou ainda mais uma alta para a próxima reunião de 3 de agosto, de “maior ou menor magnitude”. 

Isso evidencia que a Selic deve subir ainda 0,25 ou 0,50 ponto porcentual, o que possivelmente encerrará o ciclo de alta dos juros. 

O mercado agora espera uma sinalização mais clara sobre os próximos movimentos. 

O Copom relata que a política monetária poderá ser ajustada para assegurar a convergência da inflação para suas metas. 

Isso dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

“Quando a inflação começar a ceder, em função dos juros altos que já estamos tendo, abre-se espaço para a queda dos juros e, assim, inicia-se uma nova fase de expansão”, avalia Denys Wiese, Head de renda fixa da EQI Investimentos.

EUA: maior elevação dos juros desde 1994

Já nos EUA, o ciclo econômico atual é de fim de fase expansionista, marcado por um movimento de subida de juros, com contração da atividade.

No mesmo dia em que o Brasil elevou sua taxa de juros, o Federal Reserve (Fed) subiu em 0,75 p.p. a taxa de juros americana.

O órgão apontou que a alta deve seguir até pelo menos o final do ano. A projeção é de juros a 3,4% em dezembro e 3,8% em 2023.

O banco central americano, porém, não deixou claro se o próximo aumento será de 0,5 ou 0,75 p.p.

A decisão veio em linha com o esperado e reforçou o compromisso com o combate à inflação, o que dá mais firmeza e clareza ao mercado.

Entretanto, o receio de que o Fed precisará ser mais duro e ágil na elevação dos juros liga o alerta da recessão por lá – e os impactos podem ser refletidos no Brasil também. 

  • Saiba mais: como o ciclo econômico impacta os investimento:

A dinâmica dos juros e o ciclo econômico

Depois de observarmos os ciclos econômicos no Brasil e EUA, entenda agora quais são os melhores ativos para cada etapa, de acordo com Denys Wiese:

Queda de juros

“Quando estamos iniciando a fase de queda dos juros, o certo é pré-fixar as taxas, para aproveitá-las antes que os juros caiam. No mercado de ações, deve-se investir em ações de crescimento (growth)”.

Meio do ciclo – juros ainda baixos

“Nesta fase é indicado comprar os pós-fixados e continuar com as ações growth”. 

Início da subida de juros 

“Nesta fase é importante se posicionar em juros pós-fixados e ações de valor (empresas mais estabilizadas)”. 

Queda dos juros

“Neste cenário, é recomendado voltar para os pré-fixados, IPCA+ e comprar ações de valor”. 

Tá e aí? Quais as perspectivas para os investimentos a partir de agora?

Se a economia do Brasil apresentar um cenário com inflação maior, os juros serão maiores e, consequentemente, o PIB será menor. Nesse cenário, os ativos que mais irão performar serão os pós-fixados, o dólar, o ouro e a prata.

Se o Brasil apresentar inflação menor, os juros estarão em patamares mais baixos e o PIB tende a ser maior. Nesse cenário, os ativos que mais irão performar serão os prefixados, IPCA+, Ibovespa, small caps e Fundos Imobiliários.

Já os multimercados não têm direção definida: a depender do gestor e do tipo de fundo, um multimercado pode se dar bem com o Brasil indo “para trás”, ou “para frente”.

E as criptomoedas ainda não possuem correlação clara com o mercado brasileiro. Por isso, cripto e multimercados são ativos importantes, que podem se dar bem ou nem tanto em ambos os cenários.

Acompanhe na ilustração abaixo:

Equilíbrio na carteira de investimentos: pesos e contrapesos

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