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O que são ciclos econômicos? Entenda agora!

O que são ciclos econômicos? Entenda agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

12 Mar 2022 às 19:00 · Última atualização: 12 Mar 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

12 Mar 2022 às 19:00 · 6 min leitura
Última atualização: 12 Mar 2022

COE com rating triple A

Reprodução/Pixabay

Os ciclos econômicos fazem parte da história da humanidade. Compreendê-los sempre foi o papel dos estudiosos que após muita pesquisa conseguiram mapear a forma como nos comportamos em relação a nosso próprio dinheiro.

Siga na leitura e entenda melhor como funcionam os diferentes ciclos econômicos.

Adiante!

O que são ciclos econômicos?

Ciclos econômicos nada mais são do que a alternância do estado da economia de um país (ou do mundo) de prosperidade para crise, e vice-versa. Tratam-se de movimentos naturais ocasionados pela própria sociedade.

Um dos grandes influenciadores nesses movimentos são as taxas de juros determinadas pelo governo de um país. Ainda que esse tipo de decisão seja tomada para conter movimentos inflacionários, ela dita o ritmo do crédito.

Isso quer dizer que quando a taxa de juros está alta, as pessoas evitam fazer compras de médio e longo prazo. De uma forma geral, isso desestimula o consumo, fazendo a economia entrar em um ciclo de baixa.

Já quando a fixação desses juros ocorre em um patamar baixo, a atividade industrial e comercial é estimulada por meio do mesmo consumo das famílias. Tem-se, então, um ciclo virtuoso.

Esses movimentos de mercado são estudados já há muito tempo pela ciência econômica. Não é novidade que eles aconteçam.

No entanto, em determinadas épocas de nossa civilização houve bruscos impactos no campo depressivo, levando à necessidade de um longo tempo de recuperação.

Ainda que a prosperidade demore a chegar em épocas assim, a humanidade se sobressai e os tempos fartos sempre chegam.

É dessa forma que as diferentes fases de um ciclo econômico se formam, conforme melhor explicado a seguir.

Quais são as fases de um ciclo econômico?

Acompanhe a seguir uma descrição mais detalhada das 4 fases de um ciclo econômico completo. Confira.

Expansão

A expansão vem logo após um período de profunda recessão. Nesse estágio, um governo costuma abaixar bastante as taxas de juros para que o capital busque no empreendedorismo uma melhor forma de se rentabilizar.

Com isso, novas operações são abertas e os empregos ficam mais fartos. Isso causa aumento na renda das famílias. Como consequência, o poder de compra fica maior.

Ao mesmo tempo, os juros baixos tornam atrativa a atividade de comprar “fiado”. Pode ser um carro ou uma geladeira em 18 prestações: com a população empregada fica melhor fazer algum tipo de compromisso.

O consumo é, então, estimulado.

Boom

O boom nada mais é do que o pico do movimento de expansão. Quando a capacidade máxima de produção e da prestação de serviços ocorre, chamamos esse evento de boom econômico.

Como a procura pelo consumo no mercado é grande, os preços naturalmente sobem gradativamente. No boom, portanto, esses valores encontram seu maior nível.

É exatamente nesse ponto que a inflação fica expressiva e é necessária uma intervenção indireta do governo na economia para que não hajam desarranjos piores.

O instrumento utilizado é o aumento na taxa básica de juros.

Contração

Como o boom não ocorre para sempre, é normal que a atividade econômica se desacelere. Isso caracteriza o período conhecido como contração da economia.

A contração ocorre também por conta das medidas governamentais para atacar a inflação, sobretudo a alta da taxa básica de juros.

Com os financiamentos de mais longo prazo custando mais, o consumo é desestimulado. Em contrapartida, ocorre um efeito indesejado.

A produção industrial cai (já que não são precisos tantos produtos em um mercado em queda) e as demissões começam a acontecer.

Naturalmente, é na fase de contração que os índices de desemprego ficam maiores.

Recessão

Com o desemprego em alta e o poder de compra das famílias reduzido, chega enfim o período de recessão. Nessa etapa, as taxas de desemprego podem ficar elevadas.

A taxa de juros também encontra-se alta nesse período. No entanto, é preciso habilidade governamental para não permitir que esse período perdure, pois há grandes chances de uma crise se instalar.

Não é isso que a população deseja.

E caso a má fase continue, a sociedade pode entrar em depressão, o que não é nada benéfico, pelo contrário.

No entanto, se tudo seguir a normalidade, o caminho da prosperidade pode ser encontrado novamente por ocasião do início do ciclo de expansão explicado primeiro nesse tópico.

Qual é a relação entre os ciclos econômicos e os investimentos?

Existe uma relação íntima entre os ciclos econômicos e os investimentos no mercado financeiro. Isso se dá especialmente por conta da determinação da taxa de juros pelo governo.

Ocorre que essa taxa é o balizador da rentabilidade dos títulos públicos federais, ou seja, o custo que o governo toma recursos emprestado e aumenta ou diminui a liquidez do mercado.

Os mercados de renda fixa e variável são diretamente afetados pelas alterações feitas nessa taxa, que em nosso país é chamada de taxa Selic.

Veja a seguir os efeitos causados nesses mercados.

Renda fixa

Como a taxa Selic determina a rentabilidade do mercado de renda fixa, os papéis da renda fixa renderão mais sempre que os juros estiverem mais altos.

Não há necessidade de correr tantos riscos com uma rentabilidade alta. Logo, o capital tende a ter um fluxo maior para esse tipo de mercado.

Naturalmente, quando há redução na taxa Selic, os papéis da renda fixa são afetados com uma menor rentabilidade aos seus investidores.

É nesse momento que as aplicações são sacadas e grande parte desse capital segue rumo ao mercado de renda variável.

Renda variável

Seguindo a linha de raciocínio acima, a renda variável tem seus melhores momentos em épocas de baixa nas taxas de juros. Isso ocorre porque não tendo boas perspectivas nos papéis de renda fixa, os títulos de risco são buscados.

Da mesma forma, sempre que os juros são elevados há uma migração de capital para a renda fixa. Que o leitor não ache estranho esse jogo, pois faz parte de um movimento natural de mercado.

O bom investidor sabe sempre aproveitar essas oportunidades e comprar bons ativos a um preço especialmente descontado. Por isso, é importante conhecer bem sobre os ciclos econômicos.

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