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Democratizando o venture capital: conheça o fundo de fundo Pipo, da EQI Asset

Democratizando o venture capital: conheça o fundo de fundo Pipo, da EQI Asset

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 09:55 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 09:55 · 7 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

foto de pessoa visualizando esquema de trabalho

Reprodução/Pixabay

O venture capital – ou “capital de risco” – é uma alternativa interessante para quem busca retornos acima da média do mercado. A modalidade faz parte dos chamados ativos de risco, e está ligada aos setores da nova economia, em especial, à tecnologia.

Normalmente associado a altíssimos valores, o venture capital tem se democratizado no Brasil por meio de fundos de investimentos. Um exemplo é o fundo de fundos (Fof) de venture capital, lançado recentemente pela EQI Asset em parceria com a PIPO Capital – PIPO Capital I.

Sobre isso, Ettore Marchetti, CEO da EQI Asset, conversou com os gestores da PIPO Capital Franco Marchetti, Gustavo Ahrends e Felipe Feffer. A seguir, confira os principais momentos desse bate papo e entenda como funciona esse tipo de investimento!

Por que investir em venture capital?

Para Felipe Feffer, a modalidade cabe em qualquer carteira de investimento, desde o investidor mais sofisticado até a pessoa física que recém está começando a investir na modalidade. Isso deve-se ao fato do que se observa em mercados mais maduros, como o norte-americano, por exemplo.

Nos Estados Unidos, o venture capital sustenta grandes universidades, como Harvard e Yale. Nesse sentido, Feffer explica que esses fundos são os principais apoiadores dessas universidades justamente porque visam um retorno só no longo prazo.

“Literalmente, esses fundos visam a perpetuidade, pois querem que as universidades que eles sustentam existam para sempre. Com isso, conseguem ter prazos de investimento mais longos do que a média”, afirma o gestor da PIPO.

Outro ponto destacado por Feffer é o retorno que a modalidade proporciona ao investidor.

“Quando a gente compara classes de investimentos de longo prazo, percebe que o venture capital tem retornos consistentemente acima das outras”, observa.

foto de gestores do fundo
Equipe EQI Asset e Pipo. Foto: EQI

Como é o trabalho da PIPO Capital?

Segundo Franco Marchetti, a PIPO surgiu com o objetivo de resolver uma lacuna que existe no mercado brasileiro em relação ao acesso a bons investimentos venture capital.

Por um lado, os grandes investidores brasileiros, ou não tinham acesso aos empreendedores de empresas de tecnologia (nem times dedicados e experientes para fazer isso) ou não tinham recursos suficientes para investirem sozinhos nelas.

“Muitas vezes, investir em uma empresa de tecnologia privada em estágio avançado exige alguns milhões de dólares em uma operação só”, explica.

Por outro lado, o investidor médio brasileiro não tem acesso a uma boa alocação em tecnologia privada. Isso porque, segundo Gustavo Ahrend, as melhores oportunidades em tecnologia geralmente não estão acessíveis a todo mundo.

Segundo o gestor, as principais operações de tecnologia não batem na porta do mercado financeiro, e sim nos fundos especializados. É ai que entra a expertise da PIPO, no sentido de encontrar e acessar os melhores fundos, e dividir um pouco desse acesso com os investidores em geral.

“Do nosso lado, trazemos a curadoria e o acesso a esses projetos. Ou seja, trabalhamos na democratização dos fundos venture capital”, diz Ahrend.

Exemplos de alocações da PIPO Capital

Segundo Ahrend, em um ano de vida, a PIPO já fez seis investimentos diretos. No início das atividades, as alocações eram feitas diretamente para grandes famílias.

Alguns nomes conhecidos que receberam investimentos por meio da PIPO são Kovi (empresa de aluguel de carros para motoristas de aplicativos) e Mercado Bitcoin (maior exchange da América Latina). Nesses casos, os principais clientes da PIPO são as grandes famílias investidoras.

No entanto, investir diretamente nas empresas é muito mais arriscado, ainda mais quando ela está iniciando. No caso dos ativos alternativos, o risco existe não somente pela natureza dos projetos, mas também pelo prazo dos investimentos.

Por isso, a PIPO criou os fundos de venture capital, justamente para mitigar o risco de cada um desses projetos para o investidor.

“Nós trouxemos para o mercado um produto que traz mais estabilidade no universo dos ativos alternativos, pois proporcionamos a diversificação necessária”, explica Ahrend.

Pouco acesso a investimentos em tecnologia no Brasil

Franco observa que o brasileiro médio basicamente não investe em tecnologia. E, quando faz isso, normalmente é de forma caseira (auxiliando conhecidos ou familiares a empreender, por exemplo) ou por meio de crowdfundings.

No entanto, em ambos os casos, as teses de investimento são muito arriscadas, seja por falta de experiência do empreendedor ou porque as ideias, de fato, não são boas.

“É por isso que achamos que os fundos de fundos são a forma mais segura de começar a investir nessa classe de ativos. Com eles, você tem mais diversificação e consegue investir em boas teses” afirma Marchetti.

Por que investir em fundo de fundos?

Gustavo Ahrend observa que o mercado venture capital é relativamente recente no Brasil. Segundo o gestor, de 2018 para cá, tivemos muita entrada de capital e foram criados vários fundos de diversos estágios.

Atualmente, há cerca de 300 fundos venture capital em diferentes estágios. Com o fundo de fundos, é possível ter acesso a toda essa variedade, e com curadoria, diversificação e mitigação de risco.

Nesse sentido, Felipe Feffer observa que o venture capital é a classe de ativo com maior dispersão de retorno que existe no mundo. Em outras palavras, quando se ganha, o resultado é muito acima da média. E quando há perdas, os prejuízos também são muito maiores.

Por isso, investir em um fundo de fundos venture capital é uma chance de escolher pessoas que sabem alocar recursos nesses negócios.

“Nos EUA, por exemplo, percebemos que os melhores gestores é que escolhem os seus investidores. E é isso o que estamos conseguindo com a PIPO, ou seja, selecionar os melhores projetos do mercado”, diz o gestor.

Perspectivas para o setor de tecnologia

Nos últimos tempos, o mercado de tecnologia tem sofrido bastante, não só no Brasil, mas também no exterior.

No entanto, para os gestores da PIPO, o momento é de boas oportunidades. Isso porque, em tempos de crise, os investimentos venture capital são os que melhor performam entre os da categoria.

Segundo Ahrends, a crise de hoje é muito diferente da bolha da internet dos anos 2000. Para o gestor, a situação atual está muito mais para uma correção de mercado, pois algumas empresas subiram muito durante um bom tempo.

“Diferentemente de 2000, hoje a tecnologia está muito mais presente na nossa vida. Naquela época, a dependência não era tão grande. Por isso, acreditamos que em 2022 e 2023 teremos as melhores janelas de entrada nesse setor”, afirma.

Assista ao bate papo na integra e saiba mais sobre o fundo de fundos venture capital da EQI Asset e PIPO Capital!

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