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Van Hattem: Com saída de Campos Neto, Lula perde bode expiatório para insucesso econômico

Van Hattem: Com saída de Campos Neto, Lula perde bode expiatório para insucesso econômico

O próximo presidente do Banco Central terá que fazer o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer, que é baixar a taxa de juros, ou o governo vai ficar ainda mais desmoralizado, diz o deputado.

O próximo presidente do Banco Central terá que fazer o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer, que é baixar a taxa de juros, ou o governo vai ficar ainda mais desmoralizado. A conclusão é de Marcel Van Hattem, deputado federal pelo Partido Novo do Rio Grande do Sul.

Para o deputado, a indicação de Gabriel Galípolo, já bastante divulgada, mas não confirmada oficialmente, colocará em xeque a autonomia da autoridade monetária.

“O melhor ministro do Lula, que é o Roberto Campos Neto, herança do Bolsonaro, sai no final do ano. E Lula e o PT perdem o principal bode expiatório pelo insucesso econômico”, diz.

Van Hattem acredita que a equipe econômica já está desmoralizada, porque não entrega o que promete. Em sua visão, falar de ajuste fiscal já é ir contra a plataforma de campanha de Lula, que jamais falou em controlar os gastos do governo.

“Ao longo desse 1 ano e meio, o governo ofereceu um arcabouço que foi descumprido já no primeiro semestre, déficits estratosféricos e apenas um discurso de que ‘minha mãe me ensionu a gastar menos que ganho’”, disse, referindo-se ao último pronunciamento do presidente em rede nacional.

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Van Hattem: críticas a Lula e ressurgimento da direita

“Lula voltou com um perfil muito distinto dos dois primeiros mandatos. Voltou para o governo com uma postura de revanche. Ele perde em articulação política primeiro pela falta de paciência porque, apesar de ser um animal político, ele já está cansado pela experiência acumulada. Fora isso, tem a Janja, que digo que é a principal aliada da oposição, porque blinda o Lula. Bolsonaro recebeu mais políticos para conversar do que Lula recebeu no primeiro ano”, aponta Van Hattem, citando a primeira dama, Rosângela da Silva.

Augusto Nunes, jornalista alinhado à ala à direta da política, concorda com Van Hattem. “O Lula está sendo Lula. O governo não tem planos. Voltou com ideias ainda mais envelhecidas. E tenho certeza que Lula ainda não foi apresentado a seus ministros”, diz o jornalista.

Para ele, o governo atual se parece muito com o de Dilma Rousseff. “Não dá para esperar que aconteça alguma coisa a favor do Brasil, não dá. Primeiro porque eles não conseguem esquecer o Bolsonaro, sobretudo para culpá-lo por tudo”, critica.

Em participação na Money Week, evento da EQI Investimentos realizado em Balneário Camboriú, Nunes enfatizou que a eleição para o Senado, em 2026, será a mais importante para o país. “Essa eleição vai definir o que o Congresso pensa do Supremo Tribunal Federal”, ressalta. E, assim como a eleição para prefeitos e vereadores em 2024, será uma oportunidade para a direita ganhar mais espaço.

Nunes defende o Partido Novo como uma opção viável à direta do espectro político, mas sem a personalização do poder: “O Novo é um dos partidos que tem a grande chance de dar ao Brasil um partido de verdade, com programa definido e que permita ao eleitorado deixar de votar no ‘homem providencial’. É claro que sempre vão existir líderes e isso é bom. Mas o Brasil sempre seguiu políticos tão fortes que foram promovidos a homem providencial e acabaram dando nome ao que não é o partido, por exemplo, janismo, brizolismo. Quando morre o chefe, morre o partido”, resume.

Sobre as perspectivas políticas para o país, Van Hattem vê com entusiasmo o ressurgimento da direita em oposição ao PT. “Eu não quero viver em outro país, eu quero morar em outro Brasil. Essa reação que a gente está vendo da elite no Brasil é um levante que acontece muito em consequência do que as redes sociais representaram nesses últimos 10 anos. Só a mídia tradicional dizia ao cidadão o que ele devia saber. Agora, o próprio cidadão faz o seu vídeo”, destaca.  

O cenário político e os investimentos

Sobre a influência do cenário político atual sobre os investimentos, Roberto Varaschin, sócio da EQI Investimentos também presente à Money Week, afirma que, como empreendedor, ele se sente cansado, mas que, como investidor, não deixa de enxergar oportunidades no momento.

“Como empreendedor estou cansado. A gente tem um tripé macroeconômico que é cambio flutuante, controle da inflação e equilíbrio fiscal, mas ele está manco, porque não tem equilíbrio fiscal. Então, eu me preocupo com isso, como vários empresários também se preocupam. Quando o governo tem a postura de gastar, isso gera insegurança. Então, investe-se menos no país, o que gera menos emprego. É um combo perigoso para a economia: crescimento baixo aliado à inflação alta porque governo está gastando muito”, pontua.

Já nos investimentos, ele diz, o cenário ainda é positivo. “Apesar de tudo, temos um Banco Central independente, a inflação controlada, uma boa reserva internacional, e a atividade ainda crescendo. A economia não está tão ruim. É verdade que o Brasil nunca vai virar a Venezuela, mas infelizmente também não vai ser Estados Unidos. A gente está sempre nesse meio do caminho. A gente chega na beira do precipício, mas não cai. O Brasil é um país seguro, e a gente tem que acreditar nisso”, afirma.

Sobre os melhores investimentos para o momento, ele recomenda Renda Fixa no Brasil e Renda Variável nos Estados Unidos. “A gente tem que aproveitar a Renda Fixa, porque temos a maior taxa de juros real do mundo. Já a Renda Variável é nos EUA, que tem a economia pujante e uma bolsa que só sobe”, finaliza.

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