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Renúncia de Camille Faria aprofunda crise na Oncoclínicas

Renúncia de Camille Faria aprofunda crise na Oncoclínicas

Camille ocupava os cargos de Vice-presidente Executiva, diretora Executivo Financeiro e de Relações com Investidores

A saída repentina de Camille Faria da Oncoclínicas (ONCO3) aprofunda a crise da companhia. O anúncio da renúncia foi divulgado em pleno domingo (15) e, ao mesmo tempo, a empresa confirmou uma potencial negociação com a Porto (PSSA3).

Camille, que capitaneou reestruturações na Americanas (AMER3) e na Oi (OIBR3), ocupava os cargos de Vice-presidente Executiva, diretora Executivo Financeiro e de Relações com Investidores e com poderes para liderar um processo de reestruturação da companhia. Em seu lugar, Marcel Cecchi, atualmente membro do Conselho de Administração, ocupará interinamente os cargos anteriormente ocupados pela agora ex-executiva.

Negociações com Porto

Em paralelo à saída da diretora, a companhia confirmou que firmou um termo de compromisso não vinculante com a Porto para estudar a criação de uma nova empresa que concentrará os ativos de clínicas oncológicas da companhia.

Segundo a companhia, o acordo preliminar estabelece os principais termos para uma potencial operação que prevê a constituição de uma nova sociedade. A estrutura envolverá o aporte de ativos pela Oncoclínicas, investimento primário da Porto Seguro e a emissão de debêntures conversíveis em ações.

Pelos termos iniciais da negociação, a nova empresa concentraria os ativos e operações ligados às clínicas de oncologia atualmente pertencentes à Oncoclínicas. Outras atividades da companhia, como operações hospitalares e ativos que não estejam diretamente relacionados ao negócio de clínicas oncológicas, permaneceriam na estrutura atual da empresa.

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A Oncoclínicas transferiria para a nova companhia o seu negócio de clínicas, recebendo em troca ações ordinárias e preferenciais da NewCo. Já a Porto Seguro faria um aporte de R$ 500 milhões na nova estrutura, subscrevendo ações ordinárias que garantiriam o controle do capital votante da empresa. Pelo acordo preliminar, a Porto deverá deter ao menos 30% do capital social total da nova sociedade.

O modelo também prevê mecanismos de ajuste de participação entre as partes. De acordo com o comunicado, poderá haver cláusulas de earn-out em favor da Oncoclínicas ou de earn-in em benefício da Porto, dependendo do desempenho e das condições definidas nos documentos finais da operação.

Outro ponto previsto é a transferência de uma parcela do endividamento atual da Oncoclínicas para a NewCo, cujo montante ainda será definido nas etapas seguintes da negociação.

Além do aporte inicial, a nova empresa deverá emitir debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias no valor total de R$ 500 milhões. Os títulos terão vencimento em 48 meses e remuneração equivalente a 110% da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A conversão em ações será facultativa e poderá ocorrer a partir do terceiro aniversário da emissão, considerando o valor de mercado da companhia no momento da conversão.

A conclusão da operação ainda depende da negociação e assinatura dos documentos definitivos entre as partes.