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VILG11 mantém ocupação próxima de 100% e aposta em reciclagem do portfólio

VILG11 mantém ocupação próxima de 100% e aposta em reciclagem do portfólio

Relatório destaca elevada taxa de ocupação, diversificação de inquilinos, novas aquisições e espaço para crescimento dos aluguéis

O fundo imobiliário Vinci Logística (VILG11) segue apresentando indicadores operacionais robustos em meio ao aquecimento do mercado de galpões logísticos. Segundo relatório da XP, a ocupação financeira do fundo atingiu 99,5%, nível superior à média do segmento, estimada em 93,1%.

Criado em 2018, o VILG11 é voltado à geração de renda por meio da exploração de imóveis logísticos. Atualmente, o fundo possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,64 bilhão, cerca de 150 mil cotistas e liquidez média diária próxima de R$ 3,2 milhões.

Portfólio reúne 12 ativos e 64 inquilinos

O portfólio do fundo é composto por 12 empreendimentos distribuídos em sete estados brasileiros, somando aproximadamente 396 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL).

De acordo com a XP, cerca de 80% da ABL está concentrada em imóveis classificados como de alto padrão, localizados próximos às principais rodovias e centros consumidores do país.

A carteira também apresenta ampla diversificação de locatários, com 64 empresas. Entre os principais inquilinos estão Supporte, Ambev, Solística, Tok&Stok e DHL.

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Aluguéis ainda têm espaço para crescer

Mesmo com a ocupação praticamente total, a receita média de locação permanece cerca de 15,3% abaixo da média observada no mercado logístico.

Segundo o relatório, esse cenário abre espaço para reajustes em futuras renovações e revisões contratuais, o que pode contribuir para o aumento da receita recorrente do fundo ao longo dos próximos anos.

Outro fator que favorece essa perspectiva é o perfil dos contratos. Atualmente, 88% da receita imobiliária é proveniente de contratos típicos.

Além disso, apenas 7,2% da receita de locação vence até 2026, enquanto 76,3% dos contratos possuem vencimento a partir de 2029. O prazo médio remanescente dos contratos (WAULT) é de 3,7 anos.

Gestão reduz exposição à Tok&Stok

O relatório também destaca a reestruturação realizada no Extrema Business Park (MG), após as dificuldades financeiras enfrentadas pelo grupo Tok&Stok/Mobly.

A gestora conseguiu locar seis dos oito módulos anteriormente ocupados pela empresa, incorporando novos inquilinos como Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL.

Com isso, aproximadamente 46,8 mil metros quadrados voltaram a ser ocupados e o empreendimento passou a operar como um condomínio logístico multiusuário.

Segundo a XP, as novas locações foram firmadas com valores superiores aos contratos anteriores, elevando em cerca de 3,9% o aluguel médio do imóvel.

A participação da Tok&Stok na receita imobiliária do fundo também foi reduzida de aproximadamente 15% para cerca de 4%, enquanto o fundo recebeu R$ 0,18 por cota referentes à multa rescisória prevista em contrato.

Venda de ativos reforçou caixa e mudou perfil do portfólio

Outro destaque do relatório foi a venda da participação em quatro ativos logísticos para o HGLG11, em uma operação de aproximadamente R$ 709,6 milhões.

A transação representou cerca de 40% do patrimônio líquido do fundo na época e foi estruturada por meio do recebimento de cotas do HGLG11, assunção de obrigações financeiras e parcela em dinheiro corrigida a 8% ao ano.

Na avaliação da XP, a operação contribuiu para reduzir a alavancagem, gerar ganho de capital e reposicionar o portfólio, diminuindo a exposição a ativos localizados em regiões que podem ser impactadas pela reforma tributária.

Após o período de lock-up, a gestão iniciou a venda gradual das cotas recebidas na negociação e já alienou cerca de um terço da posição.

Nova aquisição amplia presença em Pernambuco

Parte dos recursos obtidos com a reciclagem do portfólio foi destinada à compra dos 50% restantes do Parque Logístico Pernambuco, localizado em Ipojuca (PE).

O investimento foi de R$ 56,2 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,6 mil por metro quadrado.

Segundo a XP, o valor ficou abaixo do custo de reposição do empreendimento e também inferior aos preços observados em transações recentes na região.

Com a aquisição, o VILG11 passou a deter 100% do ativo, ampliando sua flexibilidade para futuras decisões de gestão.

Estrutura financeira segue equilibrada

O relatório também destaca que o fundo mantém alavancagem próxima de 11% e caixa líquido de aproximadamente R$ 278,5 milhões.

Em relação aos rendimentos, a gestora projeta distribuições mensais entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota até o fim de 2026.

No mercado secundário, as cotas seguem negociadas abaixo do valor patrimonial, com múltiplo de valor de mercado sobre patrimônio (VM/VP) de 0,86 vez, conforme os dados apresentados pela XP.

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