As ações da Direcional (DIRR3) lideravam as perdas do Ibovespa nesta quarta-feira (12). Por volta das 13h55, os papéis recuavam 4,72%, cotados a R$ 10,49, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026.
Embora a construtora tenha apresentado crescimento anual do lucro, a última linha do balanço ficou abaixo do esperado pelo BTG Pactual (BPAC11). O banco avaliou o resultado como sólido, mas apontou que o lucro líquido de R$ 201,6 milhões veio 4% abaixo de sua estimativa.
Lucro e Ebitda ficam abaixo das projeções
O lucro da Direcional cresceu 9,7% na comparação com o segundo trimestre de 2025, mas a expansão não foi suficiente para alcançar a projeção do BTG. A receita líquida avançou 20,1%, para R$ 1,28 bilhão, e ficou em linha com a estimativa do banco.
A frustração também aparece na comparação com o consenso Bloomberg, que projetava lucro líquido de R$ 233 milhões. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 348 milhões, ante estimativa de R$ 357 milhões.
A margem líquida recuou 1,5 ponto percentual na comparação anual, para 15,8%. Na leitura do mercado, esses números ganharam peso maior no pregão do que os avanços apresentados pela receita, pela margem bruta e pela geração de caixa.
“Vale destacar, no entanto, que o nível de conversão de vendas apresentou uma desaceleração pontual na parte final do trimestre, mais especificamente nas duas últimas semanas de junho, período que coincidiu com a Copa do Mundo e com importantes eventos regionais em algumas das praças onde atuamos”, afirmou a administração da Direcional no release de resultados.
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Vendas e distratos entram no radar
As vendas brutas atingiram o recorde de R$ 2 bilhões no trimestre. As vendas líquidas, entretanto, somaram R$ 1,65 bilhão, queda de 1,3% na comparação anual. A velocidade de vendas ficou em 23%.
A Direcional também informou que o volume de distratos permaneceu acima da média histórica. Somente em Manaus, mais de 600 unidades foram canceladas após problemas relacionados aos programas regionais, embora 98% delas já tenham sido revendidas fora do programa estadual.
“O alto volume de lançamentos que realizamos no 2T26 e o grande empenho comercial para fazermos mais um forte período de vendas levaram a um incremento das despesas comerciais. Além disso, o maior volume de distratos e a redução do ritmo de vendas no final de junho também tiveram um papel importante”, informou a companhia.
Apesar da reação negativa das ações, o BTG manteve a recomendação de compra. O banco destacou a geração de caixa, o retorno sobre o patrimônio anualizado de 35% e a exposição ao Minha Casa, Minha Vida. No pregão desta quarta, porém, os investidores concentravam a atenção na frustração com o lucro e nos sinais de desaceleração da conversão de vendas.






