O Bitcoin hoje (12) opera em queda e volta a testar uma importante região de suporte nesta quarta-feira. Por volta das 14h39, a maior criptomoeda do mercado era negociada a US$ 63.403,62, com recuo de 0,20% no dia.
O ativo chegou a superar US$ 64,3 mil pouco depois do meio-dia, mas devolveu os ganhos e caiu até a região de US$ 63,3 mil antes de apresentar uma recuperação limitada.
A oscilação ocorreu após a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos dentro das expectativas. Sem uma surpresa relevante na inflação, o Bitcoin não conseguiu sustentar uma tentativa de aproximação dos US$ 65 mil.
Para Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, o preço permanece comprimido entre a média móvel de 200 semanas, localizada na região de US$ 63,5 mil a US$ 64 mil, e a faixa de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
Bitcoin hoje testa média de 200 semanas
A queda desta quarta-feira levou o Bitcoin novamente para perto da média móvel de 200 semanas, referência técnica acompanhada pelo mercado e apontada pelas análises como o principal suporte no curto prazo.
Segundo Fontes, o Bitcoin apresenta baixa volatilidade e negocia dentro de uma faixa estreita, sem conseguir definir uma direção mais consistente.
“Quanto mais o ativo fica comprimido em uma faixa estreita, mais forte tende a ser o movimento quando uma direção fica clara”, afirma Pedro Fontes.
Na avaliação do analista, uma perda consistente da média de 200 semanas poderia aumentar a pressão vendedora. No sentido contrário, uma recuperação dependeria inicialmente da retomada dos US$ 65 mil, seguida pelo rompimento da resistência localizada até os US$ 67 mil.
André Franco, CEO da Boost Research, também destaca que o Bitcoin devolveu a valorização registrada no final da semana passada.
“A alta de 4,3% que levou o preço a furar os US$ 65 mil na sexta-feira foi devolvida por inteiro nas duas sessões seguintes”, afirma Franco.
Em sete dias, a criptomoeda acumulava variação negativa próxima de 0,6%, retornando ao mesmo patamar observado na semana anterior.
CPI dos EUA não tira Bitcoin da faixa lateral
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,1% em julho e acumulou alta de 3,4% em 12 meses. Os dois resultados ficaram em linha com as expectativas.
O núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, avançou 0,2% no mês e 2,5% na comparação anual, também conforme o projetado.
Antes da divulgação, o Mercado Bitcoin avaliava que um resultado acima das expectativas poderia pressionar a criptomoeda e aumentar o risco de perda da média de 200 semanas. Uma inflação mais baixa, por outro lado, poderia estimular uma nova tentativa de avanço em direção aos US$ 65 mil.
Como os números vieram dentro das projeções, nenhum dos dois cenários ganhou força suficiente para retirar o Bitcoin da faixa lateral. Após ensaiar uma recuperação, a criptomoeda voltou a operar próxima do suporte.
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Fluxo dos ETFs de Bitcoin perde força
O fluxo dos fundos negociados em bolsa de Bitcoin à vista nos Estados Unidos também perdeu força nos últimos pregões.
Depois de cinco sessões consecutivas de captação, que somaram US$ 865,3 milhões na semana passada, os ETFs registraram saída líquida de US$ 144,6 milhões na segunda-feira.
Os resgates incluíram US$ 53,6 milhões no fundo da BlackRock, US$ 52 milhões no GBTC, da Grayscale, e US$ 40,3 milhões no produto administrado pela Fidelity.
Na terça-feira, o saldo voltou ao campo positivo, mas alcançou apenas US$ 7,8 milhões. O IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 50,2 milhões, enquanto os demais fundos devolveram quase toda essa entrada, segundo dados da Farside citados pela Boost Research.
O índice Fear & Greed recuou de 29 para 27 pontos e completou a sexta leitura consecutiva na zona de medo, indicando cautela entre os participantes do mercado.
No médio prazo, o Mercado Bitcoin chama atenção para a aproximação entre o comportamento do Bitcoin e o do ouro. A correlação de 30 dias entre os dois ativos chegou a 0,6, maior nível desde janeiro de 2025.
Segundo a análise, a continuidade dessa correlação poderia favorecer o Bitcoin caso o ouro mantenha sua valorização. A commodity acumulava alta superior a 9% em agosto, beneficiada pela procura por proteção e pela retomada dos fluxos para ETFs.






