A Direcional (DIRR3) registrou lucro líquido de R$ 201,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo release de resultados divulgado pela companhia.
A receita líquida somou R$ 1,279 bilhão no trimestre, crescimento de 20,1% na comparação anual. Já o Ebitda alcançou R$ 311,5 milhões, avanço de 27,3% sobre o 2T25, com margem Ebitda de 24,3%, expansão de 1,4 ponto percentual.
Receita recorde
A Direcional informou que a receita líquida atingiu novo recorde trimestral, impulsionada pelo desempenho de vendas e pelo avanço das obras. No primeiro semestre, a linha somou R$ 2,444 bilhões, alta de 24,7% frente ao mesmo intervalo de 2025.
O lucro bruto foi de R$ 511,6 milhões no 2T26, avanço de 23,5% na comparação anual. A margem bruta ficou em 40%, ante 38,9% um ano antes.
Na métrica ajustada, que exclui os juros capitalizados no custo, o lucro bruto chegou a R$ 547,6 milhões, alta de 23,4% sobre o 2T25. A margem bruta ajustada foi de 42,8%, crescimento de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.
O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 348 milhões no trimestre, avanço de 27% na base anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 27,2%.
Leia também:
Vendas e lançamentos
As vendas brutas da Direcional somaram R$ 2 bilhões no 2T26, o maior patamar da história da companhia. As vendas líquidas contratadas chegaram a R$ 1,655 bilhão, queda de 1,3% em relação ao 2T25, mas alta de 4,6% frente ao primeiro trimestre.
A velocidade de vendas, medida pelo indicador VSO, ficou em 23%, abaixo dos 26% registrados no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, houve desaceleração pontual na conversão de vendas nas últimas semanas de junho, período que coincidiu com a Copa do Mundo e eventos regionais em algumas praças de atuação.
Os lançamentos somaram R$ 2,065 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), alta de 8,5% em relação ao 2T25 e de 105,3% na comparação com o trimestre anterior. Ao todo, foram lançadas 5.511 unidades no período.
A companhia também destacou a geração de caixa de R$ 129,6 milhões no trimestre. Na visão operacional, excluindo efeitos como cessões de recebíveis, monetizações de ativos e mudanças relacionadas a repasses da Caixa Econômica Federal, a geração foi de R$ 80,2 milhões.
Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 492,3 milhões, e a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido recuou para 18%, ante 24% no fim do primeiro trimestre.






