As ações da Vitru (VTRU3) sobem mais de 5% nesta quarta-feira (12), após a divulgação do balanço do segundo trimestre. O mercado reage aos números positivos da companhia, que apresentou crescimento de receita, margem resiliente e geração de caixa acima das expectativas.
Na análise da Ágora, o resultado foi considerado forte, com destaque para o desempenho operacional e para o fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE), que superou com folga a projeção dos analistas.
O FCFE alcançou R$ 120 milhões no trimestre, acima dos R$ 87 milhões estimados e quase o dobro dos R$ 63 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Para a Ágora, a combinação de crescimento de receita, estabilidade da rentabilidade e forte geração de caixa reforça uma leitura positiva sobre a companhia.
Recomendação de compra mantida
Diante do desempenho, a Ágora manteve a recomendação de compra para VTRU3. A casa vê como principais pontos positivos a aceleração do crescimento da receita, a resiliência das margens e a capacidade da Vitru de gerar caixa.
A análise também destaca o potencial de crescimento da graduação semipresencial, segmento que ganhou relevância com o novo ambiente regulatório, além da melhora apresentada pela área de medicina.
Outro argumento favorável é o valuation. Segundo a Ágora, a ação é negociada a 4,4 vezes o lucro estimado para 2026 e a 4 vezes o lucro projetado para 2027. O FCFE yield estimado é de 19% para 2026 e 20% para 2027.
Com a reação positiva do mercado nesta quarta-feira, a Vitru passa a combinar, na avaliação da Ágora, três fatores importantes para a tese de investimento: crescimento operacional, geração de caixa acima do esperado e uma avaliação considerada atrativa.
Receita acelera e supera estimativa
A receita líquida da Vitru chegou a R$ 661,4 milhões no segundo trimestre, alta de 9,1% na comparação anual. O crescimento representa uma aceleração em relação aos 6% registrados no primeiro trimestre e ficou 3% acima da estimativa utilizada na análise.
O principal motor desse avanço foi a graduação semipresencial, que ganhou espaço no mix da companhia. Segundo a análise, o segmento responde por 51% da receita total e cresceu 17% em um ano.
A modalidade também vem se beneficiando do posicionamento da Vitru diante do novo marco regulatório do ensino superior, que alterou as regras para a oferta de cursos a distância.
A graduação digital, responsável por 23% da receita, cresceu 6% na comparação anual, em desaceleração ante o trimestre anterior. Já a área de medicina, que representa 12% da receita, avançou 6%, acelerando em relação ao primeiro trimestre.
Ebitda cresce 9,3%
O Ebitda ajustado da Vitru somou R$ 278 milhões, alta de 9,3% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada permaneceu estável em 42%, mas ficou 0,5 ponto percentual acima da estimativa dos analistas.
De acordo com a Ágora, a estabilidade da margem ocorreu mesmo diante de maiores custos e despesas gerais e administrativas. A pressão foi compensada pela redução das provisões para devedores duvidosos.
A melhora nessa linha foi favorecida por uma base de comparação mais fácil e pelo maior engajamento dos alunos, segundo a análise.
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