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Mercado Livre cai quase 9% no pré-mercado com margens sob pressão

Mercado Livre cai quase 9% no pré-mercado com margens sob pressão

BTG Pactual e Itaú BBA recomendam compra das ações da companhia.

As ações do Mercado Livre (MELI; MELI34) caíam 8,90%, a US$ 1.585,00, no pré-mercado da Nasdaq nesta quinta-feira (5), no registro das 8h34 de Nova York (10h34 de Brasília), após o balanço do 3T26. O Bradesco BBI aponta a compressão das margens como principal preocupação dos investidores.

Na B3, os BDRs MELI34 também recuavam. Às 10h18, no horário de Brasília, os recibos eram negociados a R$ 71,66, em queda de 2,90%.

O lucro operacional (Ebit) somou US$ 676 milhões, ficando 9% abaixo do consenso, segundo o BBI. A margem operacional recuou de 9,8% para 6,3% em um ano, pressionada pela ampliação do frete grátis e pelos gastos com marketing.

A receita cresceu 45%, para US$ 10,75 bilhões, enquanto o lucro líquido alcançou US$ 448 milhões. Para o BBI, os números mostram que o crescimento dos negócios ainda convive com dificuldades para estabilizar a rentabilidade.

“O resultado reforça o forte ritmo de crescimento da companhia, mas evidencia que a estabilização das margens ainda é um desafio de curto prazo. Esperamos uma reação negativa do mercado focada na compressão da rentabilidade, embora a tese de longo prazo e a construção do ecossistema permaneçam sólidas”, escreveram Pedro Pinto e Flávia Meireles, do BBI.

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Frete grátis e marketing pesam na rentabilidade

A XP identifica dois fatores para a pressão sobre os resultados:

  • custos de frete mais elevados e
  • uma decisão de ampliar os investimentos em marketing de afiliados no Brasil.

Segundo a corretora, os preços dos combustíveis e a expansão de aproximadamente 20% da capacidade de armazenagem e processamento de pedidos frente ao trimestre anterior elevaram os custos. A administração espera aproveitar essa estrutura com o crescimento das vendas a partir do quarto trimestre.

O Ebit ficou 7% abaixo da projeção da XP, que vê risco de redução das estimativas de lucro operacional com o prolongamento dos investimentos.

O Itaú BBA também considera possível uma revisão das projeções do mercado. O banco estima margem operacional de 7,3% em 2027, abaixo dos aproximadamente 7,8% do consenso, e avalia que essa diferença pode manter a ação pressionada no curto prazo.

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BTG e Itaú BBA recomendam compra

Apesar das ressalvas, o BTG Pactual recomenda compra, com preço-alvo de US$ 2.350 em 12 meses. O Itaú BBA também recomenda compra, com alvo de US$ 2.250 para 2026. Os valores se referem à ação negociada nos Estados Unidos.

O BTG destaca que o custo por envio no Brasil caiu 5% em moeda local na comparação anual, embora a economia não tenha compensado a redução da receita com fretes. Para o banco, a recuperação das margens dependerá de quanto dos ganhos de eficiência será reinvestido.

“O trimestre reforça a conhecida escolha entre crescimento excepcional e rentabilidade de curto prazo, mas também oferece evidências concretas de que a expansão da escala e a produtividade logística do Mercado Livre podem sustentar a recuperação das margens ao longo do tempo, dependendo de quanto dessas eficiências a administração decidir reinvestir”, afirma o BTG.