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Dona da Michael Kors e Jimmy Choo volta ao lucro e vê ações dispararem após balanço

Dona da Michael Kors e Jimmy Choo volta ao lucro e vê ações dispararem após balanço

Capri Holdings registra lucro de US$ 27 milhões no segundo trimestre fiscal de 2027, enquanto Jimmy Choo cresce 11,5% e grupo eleva projeções anuais

A Capri Holdings (NYSE: CPRI), controladora das marcas Michael Kors e Jimmy Choo, voltou ao lucro no segundo trimestre do ano fiscal de 2027 e registrou alta nas ações após a divulgação do balanço, na sexta-feira (30). Os papéis da companhia avançaram mais de 19% na Bolsa de Nova York (NYSE), depois que o grupo apresentou resultados acima das estimativas de analistas e elevou suas previsões para o ano.

No trimestre encerrado em 26 de setembro de 2026, a empresa registrou lucro líquido de US$ 27 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 28 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. A receita somou US$ 809 milhões, queda de 5,5% na comparação anual.

A margem bruta passou de 61% para 63,3%, enquanto o lucro ajustado por ação chegou a US$ 0,42, acima dos US$ 0,21 esperados por analistas, segundo dados da LSEG divulgados pela Reuters.

Ações da Capri Holdings acumulam alta após divulgação dos resultados

O balanço movimentou as negociações da Capri Holdings em Wall Street. Na sexta-feira (30), as ações registraram valorização superior a 19%, após a revisão das projeções anuais de receita e lucro.

Na segunda-feira (2), os papéis encerraram o pregão a US$ 20,05, com valorização acumulada de 27,30% em cinco dias, conforme os dados de mercado apresentados.

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Reprodução Google Finance

Jimmy Choo cresce, enquanto Michael Kors registra queda nas vendas

A Jimmy Choo encerrou o trimestre com receita de US$ 146 milhões, crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior. A marca britânica, conhecida por seus calçados e acessórios de luxo, também reverteu o prejuízo operacional de US$ 9 milhões e apresentou lucro operacional de US$ 2 milhões.

A margem bruta subiu de 70,2% para 71,2%, movimento atribuído pela companhia ao aumento das vendas de produtos a preço cheio.

Na Michael Kors, responsável pela maior parte do faturamento do grupo, a receita recuou 8,6%, para US$ 663 milhões. Apesar da redução, a margem bruta avançou de 59,3% para 61,5%.

Segundo a Capri Holdings, as vendas com menor participação de descontos e a redução de determinados custos tarifários contribuíram para o desempenho da marca.

Grupo eleva projeções para o ano fiscal de 2027

Após a divulgação dos números, a Capri Holdings revisou sua previsão de receita anual de US$ 3,40 bilhões para aproximadamente US$ 3,42 bilhões. A estimativa de lucro ajustado por ação também aumentou, passando de US$ 2,15 para US$ 2,20.

Durante a apresentação dos resultados, o CEO John Idol afirmou que as tendências de vendas das duas marcas apresentaram melhora ao longo do trimestre.

A companhia pretende ampliar os investimentos em marketing, lançar novas coleções e aprimorar a experiência dos consumidores nas lojas. A administração projeta uma evolução das receitas no terceiro trimestre, seguida pela retomada do crescimento no quarto trimestre do ano fiscal de 2027.

Capri Holdings concentra operações em Michael Kors e Jimmy Choo após venda da Versace

Os resultados também refletem a atual estrutura da Capri Holdings, que passou a concentrar suas operações em Michael Kors e Jimmy Choo após a venda da Versace ao Grupo Prada, concluída em dezembro de 2025.

Com a mudança no portfólio, a empresa mantém suas estratégias comerciais direcionadas às duas marcas, em um período de maior seletividade dos consumidores nas compras de produtos de luxo.

No trimestre, a companhia também destinou US$ 150 milhões à recompra de aproximadamente 10,3 milhões de ações. A dívida líquida encerrou setembro em US$ 336 milhões, ante US$ 1,6 bilhão registrado um ano antes.

Apesar do retorno ao lucro, a receita consolidada continua abaixo do patamar observado em 2025. Os próximos balanços deverão mostrar se as iniciativas anunciadas pela administração serão acompanhadas por uma retomada das vendas, especialmente na Michael Kors, que responde pela maior parte da receita da Capri Holdings.

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