A Porto Seguro (PSSA3) reportou lucro líquido de R$ 51,6 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), crescimento de 34,5% em relação aos R$ 38,4 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2026, quando o lucro foi de R$ 50,2 milhões, a alta é de 2,9%.
O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo avanço das receitas e por uma redução expressiva da fatia de minoritários. As receitas com serviços somaram R$ 659,9 milhões, aumento de 9,0% na base anual, enquanto o resultado operacional avançou 6,8%, para R$ 112,4 milhões. O lucro antes de minoritários subiu 20,1%, a R$ 59,0 milhões, e a linha de minoritários recuou 31,0%, para R$ 7,4 milhões, o que ampliou o ganho para os acionistas controladores.
Outro ponto positivo foi o resultado financeiro, que passou de zero no 3T25 para R$ 3,5 milhões no último trimestre. Já o resultado antes dos impostos cresceu 11,3%, para R$ 108,2 milhões, e o lucro antes das participações teve alta de 19,4%, a R$ 76,7 milhões. O imposto de renda e a contribuição social, por sua vez, caíram 4,5%, para R$ 31,5 milhões.

Rentabilidade em alta
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) chegou a 25,2%, ante 17,8% no 3T25, alta de 7,4 pontos percentuais. O indicador ficou praticamente estável em relação ao 2T26 (25,4%).
Nem todas as linhas, porém, tiveram desempenho favorável. As despesas administrativas subiram 36,7% na comparação anual, para R$ 68,8 milhões, e as despesas operacionais avançaram 35,3%, a R$ 9,0 milhões. Os custos dos serviços prestados cresceram 5,2%, para R$ 400,9 milhões, e as despesas com tributos aumentaram 12,4%, a R$ 30,6 milhões.
Como reflexo, o EBITDA somou R$ 96,1 milhões, alta de 5,6% sobre o 3T25, enquanto a margem EBITDA ficou em 14,6%, recuo de 0,5 ponto percentual na comparação anual.
Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido da companhia totalizou R$ 154,8 milhões, avanço de 12,9% frente aos R$ 137,1 milhões do mesmo intervalo de 2025. No período, as receitas com serviços cresceram 4,9%, para R$ 1,99 bilhão, mas o resultado operacional caiu 4,1%, a R$ 341,4 milhões, pressionado pelo aumento de 39,1% nas despesas administrativas. O EBITDA acumulado foi de R$ 292,5 milhões, queda de 4,4%, e a margem EBITDA recuou 1,4 ponto percentual, para 14,7%.
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