O Mercado Livre (MELI; MELI34) registrou lucro líquido de US$ 448 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), aumento de 6,4% sobre os US$ 421 milhões de um ano antes. Os números foram divulgados pela companhia nesta quarta-feira (4).
A receita líquida e as receitas financeiras somaram US$ 10,75 bilhões, avanço de 45% na comparação anual. Descontados os efeitos das variações cambiais, o crescimento foi de 41%.
O Ebitda ajustado atingiu US$ 982 milhões, alta de 5,3%. Já o lucro operacional recuou de US$ 724 milhões para US$ 676 milhões. A margem operacional passou de 9,8% para 6,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
Segundo o Mercado Livre, o crescimento do lucro líquido foi sustentado por uma menor alíquota de imposto e pela redução das perdas cambiais, de US$ 102 milhões para US$ 72 milhões. A margem líquida ficou em 4,2%, ante 5,7% um ano antes.
Brasil mantém crescimento forte no balanço do Mercado Livre
O volume de mercadorias vendidas (GMV) avançou 38%, para US$ 22,8 bilhões. A plataforma comercializou 866,9 milhões de itens, crescimento de 36%, e reuniu 93,9 milhões de compradores ativos no trimestre, alta de 22%.
No Brasil, a receita chegou a US$ 6 bilhões, aumento de 50% em dólares e de 41% sem efeitos cambiais. O GMV brasileiro cresceu 36% em moedas constantes, enquanto a quantidade de itens vendidos avançou 45%.
A companhia atribuiu a pressão sobre as margens à expansão do frete grátis, aos custos de energia e à abertura de capacidade logística antes da temporada de fim de ano. Também ampliou os gastos com o programa de afiliados no Brasil.
Segundo o balanço, o custo por envio no mercado brasileiro caiu 5% em moeda local na comparação anual, apesar dos desembolsos com a expansão da rede.
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A operação de serviços financeiros alcançou 93 milhões de usuários ativos mensais, crescimento de 29%. O volume total de pagamentos processados pelo Mercado Pago somou US$ 108,8 bilhões, alta de 53% em dólares.
A carteira de crédito atingiu US$ 17,9 bilhões, avanço de 62% em um ano. Os cartões de crédito passaram a representar 47% do portfólio, ante 44% no terceiro trimestre de 2025.
A inadimplência entre 15 e 90 dias permaneceu em 7%, estável frente ao segundo trimestre de 2026. Já o índice de atrasos superiores a 90 dias subiu de 18,7% para 19,3% na mesma comparação.
Os investimentos em bens de capital somaram US$ 503 milhões no trimestre, e o fluxo de caixa livre ajustado foi de US$ 285 milhões.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido totalizou US$ 1,33 bilhão, queda de 7,4% sobre igual período de 2025. A receita líquida e as receitas financeiras cresceram 47,8%, para US$ 29,76 bilhões.






