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IFIX hoje cai 0,22% e destoa da alta do Ibovespa nas eleições

IFIX hoje cai 0,22% e destoa da alta do Ibovespa nas eleições

TRXF11 lidera perdas e puxa o índice de fundos imobiliários para baixo, mesmo com juros futuros em queda e otimismo do mercado com o cenário eleitoral

O IFIX hoje (8) fechou em queda de 0,22%, aos 3.761,37 pontos, na contramão do otimismo que tomou conta da bolsa brasileira nesta terça-feira. Enquanto o Ibovespa subiu 1,20% e fechou aos 187.366,84 pontos, impulsionado pelo cenário eleitoral mais competitivo, o índice de fundos imobiliários recuou 8,34 pontos e não acompanhou o movimento.

O indicador abriu o pregão aos 3.769,80 pontos, chegou à máxima de 3.775,55 pontos ainda pela manhã e encerrou perto da mínima do dia, de 3.757,86 pontos. O fechamento anterior havia sido de 3.769,71 pontos.

TRXF11 lidera as perdas do dia

A queda do IFIX se concentrou em fundos de papel e no TRX Real Estate (TRXF11), fundo mais negociado da B3 em 2026, que caiu 3,92% e fechou cotado a R$ 72.

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O FII segue sob avaliação mais cautelosa de casas de análise depois de cancelar a compra de lajes corporativas ocupadas pelo Google e desistir de um contrato para o novo escritório do Nubank (NU; ROXO34).

Fundos de recebíveis também pesaram no resultado. O REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) recuou 2,15%, a R$ 77,50, seguido pelo Tivio Renda Imobiliária (TVRI11), com baixa de 1,93%, a R$ 85,95. O Valora Hedge (VGHF11) perdeu 1,92%, a R$ 5,11, e o Vectis Juros Real (VCJR11) cedeu 1,90%, a R$ 67,27.

Fundos menores sobem, mas não sustentam o índice

Nem todos os FIIs andaram na contramão do dia. O HSI Logística (HSLG11) liderou as altas, com valorização de 5,35%, a R$ 84. O Valora Renda Imobiliária (VGRI11) subiu 3,22%, a R$ 5,45, o Life Capital Partners (LIFE11) avançou 2,64%, a R$ 7, o WHG Real Estate (WHGR11) ganhou 2,21%, a R$ 8,78, e o Canuma Capital Multiestratégia (CCME11) fechou com alta de 2,07%, a R$ 8,72.

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Otimismo eleitoral não chega aos fundos imobiliários

O descolamento ocorreu em um dia de alívio generalizado nos ativos de risco. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça mostrou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) na corrida presidencial, com 46% das intenções de voto contra 45%, dentro da margem de erro. O resultado reforçou a interpretação de uma eleição mais competitiva e alimentou o chamado “trade eleitoral”, que favoreceu ações ligadas ao ciclo de juros e ao câmbio.

O dólar caiu 0,86% e fechou cotado a R$ 5,086, enquanto as taxas dos contratos de juros futuros recuaram ao longo de toda a curva. O alívio nos juros costuma beneficiar ativos de maior duration, caso dos FIIs, mas o fluxo de recursos se concentrou nas ações mais expostas ao movimento eleitoral, como bancos e Petrobras, e não chegou aos fundos imobiliários.

A Petrobras (PETR4) subiu 2,08% com a alta do petróleo Brent, que avançou 0,95% e foi cotado a US$ 97,92 o barril, refletindo tensões no Oriente Médio. Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) também fecharam em alta, num dia em que o Ibovespa se descolou do desempenho negativo em Wall Street, onde o Dow Jones caiu 1,17% e o S&P 500 recuou 0,58%.

No mercado de Renda Fixa, o Boletim Focus trouxe leitura levemente mais favorável, com a projeção de inflação para 2026 caindo de 5,01% para 5% e a Selic mantida na estimativa de 13,75% ao final do ano.