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Carteira de FIIs da XP reforça XPLG11 e HGBS11 em setembro

Carteira de FIIs da XP reforça XPLG11 e HGBS11 em setembro

Analistas cortam fundos de tijolo com menor carrego e ampliam posições em logística, shoppings e recebíveis

A carteira de fundos imobiliários (FIIs) da XP passou por seis ajustes de peso em setembro. As reduções ficaram com CPTS11, PVBI11 e LVBI11, enquanto XPLG11, HGBS11 e XPCI11 ganharam espaço.

Os cortes atingiram dois grupos distintos. De um lado, fundos de tijolo, aqueles que investem diretamente em imóveis físicos, com carrego mais baixo, o rendimento corrente entregue pela posição. De outro, um fundo multiestratégia, que combina diferentes classes de ativos em uma mesma carteira.

“As mudanças refletem ajustes com o objetivo de reduzir a exposição a fundos de tijolo com menor carrego e menos gatilhos de valorização no curto prazo, bem como a um fundo multiestratégia”, escrevem Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP, e Eduardo Bacelar, analista de fundos listados.

Do outro lado do ajuste, o dinheiro foi para logística e shoppings, com XPLG11 e HGBS11, e para crédito imobiliário, com o XPCI11. O critério declarado combina qualidade do portfólio com previsibilidade da renda distribuída.

“As mudanças elevam a participação em ativos com portfólio de alta qualidade, menor volatilidade e maior potencial de geração de retorno, além de ampliar a exposição a um fundo de recebíveis com carrego atrativo”, afirmam Gonçalves e Bacelar.

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Carteira caiu menos que o IFIX em agosto

Agosto foi negativo para os fundos imobiliários, e a carteira da XP perdeu menos que o mercado. A queda foi de 0,79%, contra recuo de 1,46% do IFIX, índice que mede o desempenho dos principais fundos imobiliários negociados em bolsa. No mesmo período, a seleção entregou um dividend yield de 1,03%, o retorno em proventos, equivalente a 12,4% em termos anualizados.

O resultado de 12 meses ajuda a dimensionar a estratégia. A carteira acumula valorização de 9,3% no período, o que corresponde a 112% do desempenho do IFIX e a 65% do CDI, a taxa que serve de referência para investimentos de renda fixa.

Dezesseis fundos com perfil defensivo

A carteira reúne 16 fundos escolhidos pela equipe de análise da XP, com revisão mensal que pode ou não resultar em mudanças. Recebíveis respondem pela maior fatia, com 40,25%, seguidos por ativos logísticos (20,75%), FOF e multiestratégia (17%), shoppings (16%), lajes corporativas (4,5%) e híbridos (1,5%).

A concentração em recebíveis e a fatia pequena em lajes corporativas explicam boa parte do comportamento da carteira em meses de queda do índice. A escolha dos ativos segue uma orientação declarada pela equipe.

“A estratégia prioriza uma maior alocação em ativos de perfil defensivo, com o objetivo de capturar assimetrias de mercado e, assim, superar a rentabilidade do IFIX no longo prazo”, dizem Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar.

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Fonte: XP Investimentos