O mês de junho trouxe oscilações relevantes para o mercado de fundos imobiliários (FIIs). Até a reta final do período, o cenário foi marcado por cautela, com o IFIX chegando a acumular queda de cerca de 2,6% diante do aumento das preocupações com a inflação e das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento refletiu o receio de que a taxa de juros permanecesse elevada por mais tempo.
A dinâmica começou a mudar após a divulgação do IPCA-15. O indicador trouxe sinais de desaceleração da inflação, reduzindo parte das preocupações do mercado. A leitura de que a alta recente dos combustíveis e de serviços não seria suficiente para desencadear um novo ciclo inflacionário mais forte ajudou a melhorar o humor dos investidores. Desde então, o IFIX passou a registrar recuperação, com alta de aproximadamente 1,16%.
Inter mantém estratégia defensiva na carteira recomendada de FIIs
Apesar da melhora pontual, o cenário ainda é considerado cauteloso. A carteira recomendada de fundos imobiliários do Inter mantém postura defensiva, com expectativa de continuidade do desempenho superior dos fundos de papel em relação aos fundos de tijolo no curto prazo. O movimento é explicado pela maior sensibilidade dos FIIs à curva de juros.
Além disso, fatores climáticos, como o possível impacto do fenômeno El Niño sobre a inflação, seguem no radar e podem influenciar as expectativas para a política monetária no segundo semestre.
Nesse contexto, o Inter estrutura sua carteira recomendada de FIIs com foco na geração de renda passiva e diversificação entre diferentes segmentos do setor imobiliário. O objetivo é garantir consistência na distribuição de proventos e reduzir a volatilidade ao longo dos ciclos econômicos.
A composição atual é majoritariamente formada por fundos de papel, refletindo o ambiente de juros ainda elevados, com possibilidade de ajuste gradual caso haja mudança estrutural no cenário macroeconômico.
A carteira do Inter apresenta P/VP médio de 0,96 e dividend yield médio de 1,11%.
Na distribuição por estratégia, 50% dos ativos estão alocados em fundos de papel, 20% em fundos híbridos, 15% em fundos logísticos e 15% em fundos de infraestrutura.
Entre os ativos, a carteira é composta por MXRF11 (15%), VGIR11 (15%), CDII11 (15%), além de CYCR11 (10%), KNCR11 (10%), TRXF11 (10%), BTHF11 (10%) e GARE11 (15%).
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