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Genial posiciona carteira de julho para um dólar mais forte; veja ativos

Genial posiciona carteira de julho para um dólar mais forte; veja ativos

Dólar estruturalmente mais forte é apontado como principal risco para os ativos brasileiros em julho, drenando fluxo dos emergentes

A Genial Investimentos divulgou nesta terça-feira (30) suas carteiras recomendadas para julho de 2026, com um viés explicitamente defensivo diante do ambiente de incerteza elevada no mercado doméstico.

“A carteira de julho nasceu de disciplina em ambiente de incerteza elevada, um portfólio que remunera o investidor enquanto aguarda os gatilhos de reprecificação dos ativos domésticos”, afirmou o analista Filipe Villegas.

A lógica que orienta as carteiras de julho reflete uma evolução no diagnóstico do cenário: o alívio do petróleo melhorou apenas o beta externo, o corte da Selic virou um evento de credibilidade questionada e o Brasil só captura a ponta curta da curva enquanto fiscal, eleição e governança forem freios.

“O dólar estruturalmente mais forte, antes risco lateral, tornou-se o principal risco para os ativos brasileiros, pois drena fluxo dos emergentes e pressiona a moeda justamente quando o desconto local sugeriria oportunidade”, avaliou Villegas.

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Segundo ele, a pergunta que orienta julho deixa de ser quanto se pode ganhar e passa a ser se a carteira está preparada caso o dólar volte a se fortalecer.

“O ajuste é reduzir a dependência do cenário de dólar fraco, sem abandonar o Brasil, que segue barato e com juro real entre os mais altos do mundo”, afirmou Villegas.

“Predominou uma perna doméstica de viés explicitamente defensivo, em setores de receita previsível e baixa sensibilidade a juros, como transmissão de energia, saneamento e bancos com retorno consistente”, concluiu Filipe Villegas.

Carteira Ibovespa 10+

A carteira Ibovespa 10+ recuou 0,38% em junho, superando o Ibovespa, que caiu 1,01% no mesmo período. No ano, contudo, acumula queda de 1,23% frente à alta de 6,76% do índice.

Para julho, saíram Ambev (ABEV3), Ultrapar (UGPA3), Usiminas (USIM5), Vale (VALE3) e Vibra (VBBR3), com entrada de BB Seguridade (BBSE3), Copel (CPLE3), Caixa Seguridade (CXSE3), Eneva (ENEV3) e Tenda (TEND3).

O portfólio ainda é composto por Copasa (CSMG3), Itaú (ITUB4), Log CP (LOGG3), Prio (PRIO3) e JHSF (JHSF3)

Carteira Ibovespa 5+

A carteira Ibovespa 5+, divulgada mensalmente no Valor Econômico, teve queda de 5,95% em junho — abaixo do Ibovespa —, mas acumula alta de 0,34% no ano. Saíram Usiminas (USIM5), Vale (VALE3), PetroRio (PRIO3) e Vibra (VBBR3), com inclusão de BB Seguridade (BBSE3), Copel (CPLE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Eneva (ENEV3). A Copasa (CSMG3) foi mantida.

Carteira Small Caps 8+

A Small Caps 8+ recuou 1,90% em junho, mas superou o índice Small ($SMLL), que caiu 3,28%.

No ano, a carteira perde 3,23% contra queda de 4,58% do SMLL. Usiminas (USIM5), Bradespar (BRAP4), Brava Energia (BRAV3), Orizon (ORVR3) e São Martinho (SMTO3) saíram, com entrada de Tenda (TEND3), Bradsaúde (SAUD3), Mills (MILS3), Moura Dubeux (MDNE3) e Tupy (TUPY3).

As ações da Copasa (CSMG3), Log CP (LOGG3) e JHSF (JHSF3) foram mantidas no portfólio.

Carteira Micro Caps 5+

A Micro Caps 5+ foi destaque positivo em junho, com alta de 0,58% frente à queda de 3,28% do SMLL. No ano, recua apenas 0,21%, bem acima do índice de referência. Para julho, todas as ações recomendadas foram mantidas — sinal de convicção do analista nas posições atuais.

A carteira conta com Eucatex (EUCA4), Oceanpact (OCPT3), Tecnisa (TECN3), Multilaser (MLSA3) e Westwing (WEST3).

Carteira Dividendos 5+

A Dividendos 5+ avançou 1,18% em junho, ficando abaixo do Índice Dividendos (IDIV), que subiu 1,79%. No acumulado do ano, a carteira sobe 6,22%, próximo ao IDIV, que avança 6,99%.

PetroRio (PRIO3) e Vale (VALE3) saíram, com entrada de Caixa Seguridade (CXSE3) e Itaú Unibanco (ITUB3) — reforçando o viés defensivo com ativos de receita previsível.

O portfólio ainda é composto por Copasa (CSMG3), JHSF (JHSF3) e Log CP (LOGG3).

Carteira ESG 5+

A ESG 5+ caiu 2,50% em junho, abaixo do Índice de Sustentabilidade (ISE), que subiu 0,31%. Contudo, no ano acumula alta de 4,07%, bem acima do ISE, que sobe apenas 0,88%. Usiminas (USIM5) e Vibra (VBBR3) saíram, com entrada de Copel (CPLE3) e Eneva (ENEV3).

Os papeis da Ambev (ABEV3), Copasa (CSMG3) e Oceanpact (OCPT3) completam a lista de ações.

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