A JHSF (JHSF3) encerrou o 2º trimestre de 2026 com receita líquida consolidada de R$ 936 milhões, alta de 89% na comparação anual. O Ebitda ajustado avançou 103%, para R$ 503 milhões. Bradesco BBI e Ágora Investimentos leram o resultado como positivo e em linha com as próprias estimativas.
O reconhecimento da receita da venda de estoque para o fundo imobiliário JCDI11, no segmento de Desenvolvimento Imobiliário, respondeu pela maior parte do salto. Propriedades de Renda também contribuiu, com Ebitda 31% maior do que um ano antes.
“Os indicadores operacionais permaneceram fortes em todas as divisões”, afirmou Bruno Mendonça, analista do Bradesco BBI.
Shoppings com 98,2% de ocupação e aeroporto em expansão
Nos shoppings, as vendas cresceram e a taxa de ocupação ficou em 98,2%. O Aeroporto Executivo Catarina ampliou as operações no período. Hospitalidade & Gastronomia sustentou o desempenho com tarifas médias mais altas.
A companhia terminou o trimestre com caixa líquido de R$ 1,2 bilhão e alongou o perfil da dívida. O resultado deixa a empresa com folga financeira em um segmento no qual o ciclo de vendas costuma ser longo.
“A JHSF segue entregando forte execução operacional em seus segmentos de alta renda e possui excelente visibilidade de resultados futuros devido ao reconhecimento das vendas de ativos”, apontou Ricardo França, analista da Ágora Investimentos.
Recomendação de compra mantida
A margem Ebitda do trimestre ficou próxima de 53,7%, puxada pela natureza da receita reconhecida com a operação do JCDI11. A comparação anual, portanto, tem base fraca e componente não recorrente relevante.
Os analistas veem o cronograma de reconhecimento das vendas de ativos como o principal suporte para os próximos trimestres.
“Mantemos nossa recomendação de compra para os papéis, que negociam a múltiplos atrativos”, disse Bruno Mendonça, do Bradesco BBI.






