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Banco Inter e Marcopolo entram na carteira de small caps do BTG para julho

Banco Inter e Marcopolo entram na carteira de small caps do BTG para julho

BTG aposta em Inter após queda de 40% no ano e projeta recuperação de volumes e mix na Marcopolo para o segundo semestre

O BTG Pactual (BPAC11) renovou a carteira de small caps para julho com duas substituições. Banco Inter (INBR32) e Marcopolo (POMO4) entram no portfólio nos lugares de Banco Pine (PINE4) e Grupo SBF (SBFG3). Os dez ativos selecionados para o mês seguem com peso igual de 10% cada.

O papel do banco digital acumula queda de 40% no ano após a reação negativa do mercado aos resultados do primeiro trimestre de 2026, mas o BTG passou a enxergar o ativo com mais otimismo após um Investor Day construtivo e reuniões recentes com a gestão.

A casa destaca balanço sólido, carteira de crédito altamente colateralizada e sensibilidade mais neutra a juros do que no passado, o que deve permitir desempenho razoável mesmo em um ambiente de juros mais altos por mais tempo.

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Oportunidade na queda

“Acreditamos que as ações têm sido negociadas mais como uma fintech de alto beta do que os fundamentos da empresa justificam. Com o papel a cerca de 7,1 vezes o lucro estimado para 2026 e com crescimento de lucros esperado, acreditamos que a margem de segurança melhorou de forma expressiva”, afirmam os analistas do BTG.

Para Marcopolo, o BTG reconhece que o primeiro trimestre de 2026 foi fraco, com exportações mais brandas e sazonalidade típica em volumes e margens. A perspectiva para o segundo semestre, porém, é mais favorável, com melhora sequencial esperada em volumes e mix, com maior participação de ônibus de valor agregado mais alto.

A vitória recente na licitação do Caminho da Escola deve garantir volumes sólidos para o restante do ano e para 2027. O valuation segue em patamar não exigente, a 6 vezes o lucro projetado para 2026, com dividend yield de 9% no ano.

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Os que ficam

As oito posições mantidas são Copasa (CSMG3), Sanepar (SAPR11), SmartFit (SMFT3), 3tentos (TTEN3), Orizon (ORVR3), Tenda (TEND3), Pague Menos (PGMN3) e Bemobi (BMOB3). A Copasa se destaca pela narrativa de dividendos.

A privatização da companhia foi concluída em junho, com a Equatorial assumindo como acionista de referência com 30% do capital, e o BTG projeta dividend yield médio de 7,6% entre 2026 e 2028, com perspectiva de chegar a dois dígitos depois disso, dado o endividamento de 2,2 vezes dívida líquida sobre Ebitda.

A Pague Menos lidera o potencial de valorização de toda a carteira, com upside de 149% segundo as estimativas do BTG. A casa projeta crescimento do lucro por ação de cerca de 30% ao ano entre 2026 e 2029, com o ativo negociando a 7 vezes o lucro de 2026, e cita os ventos favoráveis do mercado de GLP-1 e o aumento de capital recente como pontos de inflexão para uma nova fase da rede farmacêutica.

Em junho, a carteira recuou 1,9%, abaixo do Ibovespa, que caiu 1%, e acima do índice SMLL, que cedeu 3,3%. No acumulado do ano, o portfólio avança 0,5%, contra alta de 6,8% do Ibovespa e queda de 4,6% do SMLL. Desde julho de 2010, quando Carlos Sequeira assumiu a gestão do portfólio, a carteira acumula valorização de 5.905%, ante 182,3% do Ibovespa no período.