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BTG Pactual reforça aposta em inflação e reduz risco na carteira de FIIs em julho

BTG Pactual reforça aposta em inflação e reduz risco na carteira de FIIs em julho

Gestora aumenta posição em KNIP11, reduz exposição a RBRY11 e mantém portfólio com 16 fundos e yield de cerca de 12% em meio a juros elevados

O BTG Pactual realizou, em julho de 2026, duas movimentações pontuais em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs), com o objetivo de otimizar o perfil de risco e retorno do portfólio. A instituição reduziu em 2% sua exposição ao RBRY11 e, na mesma proporção, aumentou a posição em KNIP11.

A redução em RBRY11 reflete um movimento de rebalanceamento diante de um ambiente de juros elevados. Segundo a estratégia adotada, fundos mais sensíveis ao ciclo de taxa de juros tendem a enfrentar maior pressão, especialmente aqueles ligados ao segmento residencial e a operações de incorporação.

Nesse contexto, o fundo tem sido impactado por uma menor velocidade de vendas e por maior seletividade na originação de ativos. Ainda assim, o BTG mantém a avaliação de que o RBRY11 segue relevante dentro do universo de fundos de recebíveis estruturados.

Já o aumento de posição em KNIP11 está associado à preferência por ativos com maior previsibilidade de fluxo e maior diversificação setorial. O fundo possui exposição a operações corporativas em segmentos como shoppings, logística e escritórios, além de ser integralmente atrelado a indexadores de inflação. A gestora também destaca a atratividade da taxa interna de retorno implícita, considerada adequada ao cenário atual.

Carteira mantém 16 fundos e yield próximo de 12%

Após as alterações, a carteira permanece composta por 16 fundos imobiliários e apresenta um dividend yield anualizado próximo de 12%. Não houve mudanças relevantes na alocação setorial, mantendo-se o equilíbrio entre os diferentes segmentos do mercado.

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No último mês, a carteira apresentou desempenho de -0,93%, ante uma queda de 1,21% do IFIX, principal índice de referência do setor. O dividend yield anualizado ficou em 12,1%, equivalente a 89,4% do CDI e 105,2% do CDI em termos gross-up.

Do ponto de vista macroeconômico, o BTG avalia que o cenário segue desafiador para os fundos imobiliários. A manutenção da taxa Selic em patamar elevado, somada à pressão sobre a curva de juros e às incertezas fiscais, continua limitando a expansão de múltiplos, especialmente em segmentos mais sensíveis à duration e ao risco percebido pelo mercado.

Por outro lado, indicadores recentes, como o IPCA-15 mais benigno e o alívio nos preços do petróleo, contribuíram para uma redução parcial dos prêmios de risco de curto prazo, favorecendo uma recuperação seletiva dos ativos. Ainda assim, a retomada mais consistente do setor depende de uma desaceleração mais clara da inflação, do fechamento sustentado da curva de juros e de uma melhora na percepção fiscal.

No recorte setorial, segmentos como lajes corporativas e logística tendem a se beneficiar de uma eventual aceleração da atividade econômica, enquanto fundos de recebíveis permanecem como destaque em resiliência, apoiados na indexação inflacionária e na qualidade dos ativos de crédito.

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