A segunda prévia do Ibovespa, divulgada nesta segunda-feira (17) pela B3, mantém 78 papéis de 76 empresas na composição do principal índice da Bolsa brasileira que entrará em vigor em setembro. A atualização, baseada no fechamento do pregão de 13 de agosto, registra uma mudança em relação à primeira prévia: a saída de RECV3, da PetroReconcavo, e a entrada de TEND3, da Tenda.
Entre os ativos com maior peso na segunda prévia do Ibovespa, a Vale (VALE3) aparece novamente na liderança. A ação ordinária da companhia responde por 11,670% da carteira. Em seguida estão Itaú Unibanco (ITUB4), com 8,629%, Petrobras (PETR4), com 7,799%, Axia Energia (AXIA3), com 4,758%, e Petrobras (PETR4), com 4,665%.
A presença de duas classes de ações da Petrobras entre os cinco maiores pesos reforça a relevância da companhia para o desempenho do índice. Juntas, as ações preferenciais e ordinárias da estatal representam 12,464% da carteira considerada na segunda prévia do Ibovespa.
Como é feita a composição do índice
A composição do índice é revisada pela B3 a cada quatro meses, nos meses de janeiro, maio e setembro. O processo prevê mudanças na carteira de acordo com os critérios estabelecidos na metodologia do indicador, tendo a liquidez dos papéis como um dos principais requisitos para a inclusão.
A segunda prévia do Ibovespa faz parte de um calendário criado pela B3 para dar maior previsibilidade aos investidores e gestores de fundos. Antes da divulgação da carteira definitiva, a bolsa publica três versões preliminares, permitindo que os participantes do mercado antecipem eventuais ajustes em suas posições.
A primeira prévia foi divulgada no primeiro pregão de agosto, em 3 de agosto. A segunda foi publicada nesta segunda-feira, 17 de agosto. A terceira está prevista para 31 de agosto, cinco dias úteis antes da entrada em vigor da nova composição. A carteira definitiva será divulgada em 8 de setembro.
O Ibovespa reúne os ativos com maior volume de negociação no mercado acionário brasileiro e funciona como principal referência para acompanhar o desempenho das ações negociadas na B3. O índice também serve de base para produtos financeiros como ETFs, fundos que buscam replicar o desempenho de um determinado indicador, além de contratos futuros e opções sobre o Ibovespa.
A liquidez é o principal ponto de partida para que uma ação possa integrar o índice. Na prática, o critério busca garantir que os papéis que compõem o Ibovespa tenham capacidade de ser negociados com frequência e volume suficientes para representar de maneira adequada o mercado acionário brasileiro.
Além da segunda prévia do Ibovespa, a B3 divulgou nesta segunda-feira as segundas prévias das carteiras dos demais índices calculados pela bolsa. Ao todo, são 40 indicadores, divididos entre índices amplos, de governança corporativa, setoriais e de sustentabilidade.
Entre os índices estão o IBrX 100 B3 e o IBrX 50 B3, que acompanham diferentes grupos de ações, além de indicadores voltados a segmentos específicos, como o IFIX B3, que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários negociados na Bolsa, e o IAGRO B3, relacionado ao agronegócio.
A B3 também calcula índices com critérios ambientais, sociais e de governança, como o ISE B3, formado por empresas avaliadas segundo práticas de sustentabilidade, o IGPTW B3, voltado para companhias reconhecidas como bons lugares para trabalhar, e o ICO2, que reúne empresas com práticas de medição e divulgação de suas emissões de gases de efeito estufa.
Para os investidores, a divulgação da segunda prévia do Ibovespa é acompanhada de perto porque alterações na composição e nos pesos dos papéis podem provocar ajustes nas carteiras de fundos e ETFs que utilizam o índice como referência. A versão divulgada nesta segunda-feira, porém, ainda é preliminar e pode sofrer novas alterações até a publicação da carteira definitiva em setembro.
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