O que é ser inteligente financeiramente? Certamente, possuir boa informação sobre investimentos e negócios é um dos passos para chegar lá. E é exatamente isso que a Money Week oferece, de maneira online e gratuita.
Confira aqui os melhores insights do primeiro dia de evento e não perca tempo: faça já sua inscrição! A Money Week segue até esta quinta-feira (17).
Todo negócio pede planejamento
Gustavo Cerbasi iniciou a programação do dia, ensinando que inteligência financeira está sempre relacionada com planejamento.
“A inteligência financeira ajuda a tomar decisões mais consistentes. Deve haver uma racionalidade muito grande no início de qualquer negócio, a fim de não se perder dinheiro. Parece óbvio, mas é raro que essas contas sejam feitas de fato”, aponta.
“Muitas empresas quebram antes mesmo da primeira nota fiscal. O primeiro erro é a falta de planejamento: enxergar a história que a empresa vai contar nos próximos meses; como vai funcionar o fluxo de caixa; qual o plano de negócio”, ensina.
Cenário macro positivo no país
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, foi o segundo palestrante do dia e afirmou ver o Brasil em momento bastante positivo. Ele avalia que, depois de um começo com sinais dúbios, o Governo Lula conseguiu mostrar certo comprometimento com a responsabilidade fiscal e a redução do déficit público, o que permitiu ao mercado reduzir os ruídos iniciais.
“O governo não vai conseguir cumprir a promessa de sair de um déficit projetado em torno de R$ 100 bilhões, neste ano, para um superávit de R$ 100 bilhões em três anos. E, mesmo que consiga, isso não vai impedir o crescimento da dívida pública, porque seria preciso um ajuste de R$ 300 bilhões. Mas o fato de o governo ter colocado uma trava no crescimento do gasto público já vai evitar um crescimento de cauda, ou seja, um crescimento explosivo para a dívida pública, e essa projeção do mercado, de que a dívida crescerá num ritmo mais lento, já foi o suficiente para melhorar o ambiente”, avalia.
Agro desponta, mas demanda políticas públicas

O setor agro mereceu um painel exclusivo na Money Week, com a presença de Guilherme Nastari, economista e diretor da DataAgro; Bernardo Fabiani, CEO da TerraMagna, maior financiador digital da agricultura na América Latina; e Olivier Colas, co-head de Agro da EQI.
Os especialistas celebraram o bom momento do setor, que responde por cerca de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Mas ponderaram que é preciso mais políticas públicas e mais marketing para o agro.
“Até pouco tempo, a gente importava grande parte dos alimentos que hoje nós exportamos. O mundo está implorando para o Brasil produzir comida e energia limpa. Nós estamos no coração do maior negócio dos próximos 100 anos. O que não podemos deixar é que a gente perca essa oportunidade porque não nos organizamos minimamente”, diz Natari.
Oportunidades no mercado livre de energia

Encerrando o primeiro dia, Ricardo Prego Costa, Head da Matrix Services, Zebedeu Fernandes de Souza, Diretor Executivo da Matrix Energia, e Ricardo Lavoratto Tili, Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), debateram as oportunidades do mercado livre de energia.
O mercado livre permite que empresas com alto consumo energético negociem diretamente com geradores ou comercializadores, em contraste com os consumidores residenciais que, por enquanto, ainda dependem das distribuidoras.
“Quem busca um investimento seguro, regulação estável, prazo estendido e taxa de remuneração atrativa deve manter-se atento ao setor elétrico“, recomendou Tili.
Isso porque, segundo ele, a partir de janeiro de 2024, todos os consumidores atendidos pelo grupo de alta tensão terão permissão para adquirir energia no mercado livre. Ao todo, são 202 mil consumidores do grupo A, nos quais 37 mil já estão no mercado livre. Portanto, 165 mil poderão efetuar essa transição”.
Ainda tem muito mais na Money Week
Nesta terça-feira (15), os painéis da Money Week vão abordar small caps, setor imobiliário, fundos de investimento e dolarização da carteira. Não perca!






