Roberto Lee, fundador e CEO da Avenue, é um dos nomes confirmados para a Money Week 2026, evento promovido pela EQI Investimentos. Com uma trajetória marcada pela criação de três corretoras e pela missão de abrir o mercado financeiro americano ao investidor brasileiro de varejo, Lee chega ao evento como uma das referências mais reconhecidas no debate sobre internacionalização de patrimônio.
A presença de Roberto Lee na Money Week ganha peso em um momento em que a dolarização da carteira deixou de ser tema restrito ao investidor sofisticado. Com o real pressionado, o cenário fiscal em evidência e um ano eleitoral no horizonte, a diversificação geográfica dos investimentos entrou no radar de perfis cada vez mais conservadores.
A análise do executivo da Avenue, construída ao longo de sete anos de operação, deve orientar o público sobre como estruturar uma estratégia de exposição ao exterior com foco em preservação de patrimônio.
Quem é Roberto Lee?
Empreendedor serial do mercado financeiro, Roberto Lee iniciou a carreira em 1998 na Patagon.com. Depois de passar pela Ágora Corretora, onde acumulou experiência em operações de custódia e compensação de valores mobiliários, fundou em 2005 a Wintrade Investimentos, uma das primeiras corretoras a apostar na digitalização do atendimento ao varejo no Brasil.
Em 2010, vendeu sua participação na Wintrade e criou a Clear Corretora, que em menos de dois anos foi adquirida pela XP Investimentos. Na XP, acumulou também as funções de CIO e CMO, liderando projetos de tecnologia e publicidade até 2017.
Foi nesse ponto de saída que nasceu a Avenue. Ao identificar um espaço praticamente inexplorado, o acesso do investidor brasileiro de varejo ao sistema financeiro americano, Lee mudou a família para Miami e estruturou uma corretora americana desenhada a partir da realidade do cliente que mora no Brasil.
A Avenue foi fundada em 2017 e, desde então, cresceu até captar R$ 20 bilhões em 2024, com o Itaú como sócio minoritário após aportar R$ 493 milhões por 35% da empresa.
Dolarização de patrimônio e a inflexão do investidor conservador
A participação de Roberto Lee na Money Week deve colocar no centro do debate uma tese que a Avenue carrega desde sua fundação: o brasileiro vive uma vida financeiramente dolarizada sem perceber. Alimentos, combustível, eletrônicos, medicamentos e habitação têm componentes indexados ao dólar — e a carteira de investimentos, historicamente concentrada em reais, carrega um descasamento estrutural.
Em entrevistas ao EuQueroInvestir, Lee tem descrito esse cenário como um ponto de inflexão na jornada do investidor brasileiro. O movimento em direção ao exterior, segundo ele, deixou de ser uma estratégia de busca por retorno e passou a funcionar como mecanismo de defesa patrimonial.
“Todo investidor tem uma missão principal, que é preservar o patrimônio. Todo o resto vem depois. Primeiro você preserva o poder de compra e depois começa a buscar rentabilidades adicionais. Para essa primeira parcela da poupança, você não consegue fazer isso só em reais”, afirmou Lee ao portal.
O ambiente político reforça esse movimento. Para Lee, a eleição de 2026 tende a repetir o padrão observado nos ciclos anteriores: mais incerteza, menos visibilidade, mais busca por proteção fora do mercado doméstico.
“Toda vez que você tem perda de visibilidade do futuro, o risco aumenta. As pessoas buscam proteção. A diferença é que hoje o investidor está mais informado e tem uma conexão muito mais sólida com o mercado internacional”, disse.
Esse olhar conecta Lee a outros palestrantes da Money Week 2026 cujas análises passam pelo câmbio e pelo cenário externo, como Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, e Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual.
Leia também:
Roberto Lee na Money Week 2026
Na Money Week 2026, a presença de Lee deve ajudar o investidor a compreender quando e como dar o primeiro passo para o exterior, sem depender de um ticket mínimo de US$ 500 mil, que era a barreira que ele próprio identificou antes de fundar a Avenue.
Mais do que apresentar a plataforma, a participação de Roberto Lee na Money Week tende a organizar o debate de quanto do patrimônio faz sentido dolarizar, e por quê.
A Avenue trabalha com a referência de 16% a 18% da carteira alocada no exterior como ponto de partida para neutralizar a exposição cambial do consumo cotidiano do brasileiro, dado ancorado em pesquisa do FGVcef.
Money Week 2026: participe do evento
A Money Week 2026 reúne especialistas do mercado financeiro, economia, negócios e inovação para discutir temas que impactam diretamente a vida dos investidores. O evento acontece nos dias 27 e 28 de agosto no Expocentro Balneário Camboriú e tem como proposta aproximar o público de análises qualificadas, com linguagem acessível e foco em decisões mais conscientes.
Com Roberto Lee entre os palestrantes, a edição de 2026 reforça a pauta da internacionalização em um ano marcado por volatilidade cambial, eleições e incertezas externas. Para o investidor que ainda não deu o primeiro passo para o exterior, a presença do fundador da Avenue oferece um ponto de entrada direto para esse debate.
Confira alguns dos palestrantes já confirmados para a edição de 2026:
- Juliano Custódio na Money Week 2026: a visão do CEO da EQI com 12 edições do evento
- Professor HOC na Money Week 2026: o que o maior canal de geopolítica do Brasil vai trazer para o investidor?
- Caio Coppolla na Money Week 2026: o ano eleitoral em debate com o comentarista do SBT
- Silvio Cascione na Money Week 2026: eleições e risco político
- Mansueto Almeida na Money Week 2026: cenário fiscal do Brasil
- Roberto Reis na Money Week 2026: o estrategista que cravou 2022 agora projeta o ciclo eleitoral
- Daniella Guanabara na Money Week 2026: a CFO que conduziu a fusão de R$ 40 bilhões da Allos
- Daniel Lemos na Money Week 2026: o fundador da Riza Asset que vai de XP a R$ 15 bilhões em alternativos
- Maria Carolina Gontijo na Money Week 2026: a Duquesa de Tax decifra a reforma tributária para o investidor
- Carolina Borges na Money Week 2026: analista da EQI Research detalha as teses da casa para o segundo semestre
- Stephan Kautz na Money Week 2026: o economista-chefe da EQI faz projeções da Selic e do dólar para 2026






