Home
Notícias
Ações
Vibra supera expectativas no 2ºTRI e reduz alavancagem; ações sobem

Vibra supera expectativas no 2ºTRI e reduz alavancagem; ações sobem

Na esteira desses números, as ações sobem perto de 1,70%, a R$ 34, aproximadamente

A Vibra (VBBR3) apresentou um segundo trimestre acima das expectativas do mercado, com forte expansão das margens, geração robusta de caixa e redução significativa da dívida. Para a Ativa Investimentos, os números reforçam uma melhora estrutural no negócio de distribuição e antecipam a agenda de desalavancagem da companhia. Na esteira desses números, as ações sobem perto de 1,70%, a R$ 34.

A Ativa manteve a recomendação de compra para as ações da Vibra, com preço-alvo de R$ 34. Segundo a corretora, as estimativas estão em revisão para incorporar o novo nível de rentabilidade observado pela empresa e o menor custo de sua dívida.

O principal destaque do trimestre foi a distribuição de combustíveis. A margem Ebitda ajustada recorrente chegou a R$ 456 por metro cúbico (m³), ante R$ 258/m³ no primeiro trimestre e R$ 113/m³ no mesmo período de 2025.

O avanço de 77% na margem em relação ao trimestre anterior mostra a dimensão da melhora. Para a Ativa, porém, o número não deve ser simplesmente projetado para os próximos trimestres. Parte relevante do desempenho foi favorecida por condições excepcionais de mercado, como preços internacionais elevados, oferta mais restrita de produtos e a posição do Brasil como importador líquido de combustíveis.

Ainda assim, a corretora vê elementos estruturais por trás do resultado. O mix de produtos ficou mais favorável, com crescimento de 8% nas vendas de gasolina e etanol em 12 meses e aumento da participação de combustíveis aditivados. No segmento B2B, os aditivados já representam 30% das vendas de diesel.

Publicidade
Publicidade

A expansão da rede de postos também avançou. A Vibra realizou o embandeiramento de 230 postos no trimestre, o terceiro recorde trimestral consecutivo, e encerrou o período com 7.556 unidades. A adição líquida foi de 42 postos, movimento interpretado pela Ativa como sinal de continuidade no processo de saneamento da base.

Outro ponto de destaque foi a geração de caixa. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 3,8 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre ficou em R$ 3,7 bilhões. Com a forte geração, a companhia conseguiu reduzir sua dívida líquida em R$ 2,6 bilhões.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu de 2 vezes no primeiro trimestre para 1,3 vez ao final do segundo trimestre. Para a Ativa, a redução abre espaço para que a Vibra avance em sua estratégia de desalavancagem e fortalece a estrutura financeira da empresa.

A melhora também aparece no retorno sobre o capital investido. O ROIC da divisão de distribuição chegou a 27,1%, alta de 8,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

A companhia ainda reforçou a remuneração aos acionistas. Foram anunciados R$ 558 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) no segundo trimestre, levando o total distribuído no primeiro semestre a R$ 952 milhões.

Resultado acima das expectativas

No consolidado, a receita líquida ajustada da Vibra somou R$ 57,4 bilhões no segundo trimestre, 26,5% acima da estimativa da Ativa. O lucro bruto ajustado chegou a R$ 5,3 bilhões, quase o dobro da projeção da corretora, com crescimento de 96,2% sobre o esperado.

A margem bruta foi de 9,3%, acima dos 7,2% registrados no primeiro trimestre. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 2,3 bilhões.

Segundo a Ativa, a expansão da margem bruta adicionou R$ 1,9 bilhão ao lucro bruto ajustado em relação ao trimestre anterior. Além das condições de mercado, contribuíram para o desempenho o crescimento de volumes, um mix mais rentável, a atuação da mesa própria de trading de etanol e os esforços de combate à informalidade.

As despesas também apresentaram melhora em relação à receita. O indicador ficou em R$ 106/m³, contra R$ 112/m³ no primeiro trimestre, embora tenha aumentado 17% na comparação anual.

Leia também: