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Petróleo hoje despenca, com WTI em queda de quase 7% e Brent a US$ 86

Petróleo hoje despenca, com WTI em queda de quase 7% e Brent a US$ 86

Pausa nos ataques reduz o prêmio geopolítico, mas riscos em Ormuz e no Mar Vermelho continuam no radar

O petróleo hoje (27) opera em forte queda após a pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã aliviar parte das preocupações com interrupções no fornecimento global da commodity.

Por volta das 12h14, o petróleo Brent recuava 5,85%, cotado a US$ 86,32 por barril. O WTI, referência americana, caía 6,72%, negociado a US$ 83,31.

Os preços ampliaram as perdas observadas no início do dia e devolveram parte da forte valorização registrada na semana passada, quando o Brent chegou a superar os US$ 100 por barril.

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Petróleo hoje despenca com alívio geopolítico

A queda das cotações ganhou força após os Estados Unidos suspenderem temporariamente os ataques contra o Irã. Teerã também afirmou que interromperia suas ofensivas desde que Washington mantivesse a pausa.

A sinalização reduziu o temor de uma escalada imediata do conflito e retirou parte do prêmio de risco incorporado aos contratos de petróleo nos últimos pregões.

Na semana passada, a intensificação das tensões no Oriente Médio levou o Brent a ultrapassar os US$ 100. O mercado temia restrições simultâneas ao transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el-Mandeb.

Com a suspensão dos ataques, investidores passaram a avaliar uma probabilidade menor de interrupção imediata dos fluxos de energia na região.

WTI cai quase 7% e Brent recua a US$ 86

A queda mais intensa era registrada pelo WTI, que recuava US$ 6, para US$ 83,31 por barril. O Brent caía US$ 5,36, negociado a US$ 86,32.

A correção devolveu parte da valorização acumulada ao longo de julho, período em que o conflito no Oriente Médio e os ataques contra estruturas ligadas ao setor energético elevaram as preocupações com a oferta.

O recuo também reflete a redução de posições compradas formadas durante a escalada geopolítica. Com o risco de interrupção imediata menor, investidores passaram a realizar lucros e diminuir a exposição à commodity.

Leia também:

Irã mantém controle sobre o Estreito de Ormuz

Apesar do alívio, as incertezas sobre o transporte de petróleo permanecem elevadas. O Irã afirmou que ainda controla a navegabilidade no Estreito de Ormuz e que não pretende negociar diretamente com os Estados Unidos.

A passagem é uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo e gás natural. Restrições mais prolongadas na região podem reduzir a oferta disponível e voltar a pressionar os preços.

Os houthis do Iêmen também afirmaram ter atingido infraestruturas petrolíferas da Arábia Saudita com drones. O episódio mantém os riscos no Mar Vermelho, utilizado como rota alternativa para contornar as limitações em Ormuz.

Dessa forma, a queda desta segunda-feira representa principalmente uma redução do prêmio geopolítico, e não a eliminação dos riscos para o abastecimento.

Queda do petróleo reduz pressão sobre a inflação

O recuo da commodity ajuda a reduzir as preocupações com uma nova rodada de pressão inflacionária global. Petróleo mais barato tende a aliviar os custos de combustíveis, transporte e diferentes cadeias produtivas.

No Brasil, os juros futuros caíam por toda a curva. O mercado também repercutia a quarta redução consecutiva da projeção de inflação para 2026 no Boletim Focus.

Nos Estados Unidos, as bolsas avançavam com o alívio geopolítico. O Dow Jones subia 1,20%, enquanto o S&P 500 ganhava 0,75% e o Nasdaq avançava 0,84%.

Petrobras cai com petróleo em baixa

A forte queda da commodity pressionava as empresas do setor na Bolsa brasileira. As ações da Petrobras chegaram a recuar mais de 3% durante a manhã.

Por volta das 11h11, os papéis ordinários da companhia (PETR3) caíam 2,52%, enquanto os preferenciais (PETR4) recuavam 2,58%.

As ações de outras produtoras também operavam em baixa. A PRIO (PRIO3) recuava 2,91%, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) perdia 2,74%.

O Ibovespa, por outro lado, avançava apoiado por bancos, varejistas e empresas mais sensíveis à redução das expectativas de juros.