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Petróleo hoje dispara quase 7% e Brent supera US$ 100 após ataques a petroleiros

Petróleo hoje dispara quase 7% e Brent supera US$ 100 após ataques a petroleiros

Ataques a navios sauditas ampliam o risco de restrições no Mar Vermelho e em Ormuz, pressionando a oferta global

O petróleo hoje (23) opera em forte alta, com o Brent superando a marca de US$ 100 por barril após ataques a petroleiros sauditas ampliarem o risco de interrupções no fornecimento global da commodity.

Por volta das 12h, o petróleo Brent avançava 6,74%, cotado a US$ 100,41 por barril. O WTI, referência americana, subia 5,67%, para US$ 91,75.

A valorização ganhou força depois de os houthis do Iêmen afirmarem ter atacado dois navios que transportavam petróleo da Arábia Saudita. Os episódios aumentaram o receio de restrições simultâneas ao transporte pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Ormuz.

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Petróleo hoje supera US$ 100 com risco à oferta

O Brent ultrapassou os US$ 100 pela primeira vez em quase dois meses, acumulando a quinta sessão consecutiva de valorização.

O principal fator de pressão continua sendo a insegurança nas rotas marítimas do Oriente Médio. Além das restrições no Estreito de Ormuz, os ataques contra petroleiros sauditas criaram um novo ponto de preocupação no Mar Vermelho.

As duas rotas são estratégicas para o transporte internacional de petróleo e derivados. Qualquer redução mais prolongada no fluxo de embarcações pode limitar a oferta disponível e elevar os custos logísticos.

Os investidores também acompanham a continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã. As forças americanas realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos iranianos, seguida por novas ameaças de retaliação na região.

Ataques a petroleiros sauditas elevam cautela

Os houthis anunciaram nesta semana um bloqueio naval contra a Arábia Saudita e afirmaram ter atingido dois petroleiros do país.

Os episódios fizeram embarcações que transportavam petróleo saudita para a Ásia alterarem suas rotas, reduzindo as expectativas de uma normalização rápida do comércio marítimo.

O risco agora é que as dificuldades no Mar Vermelho se somem às restrições já observadas no Estreito de Ormuz. Antes da escalada das tensões, a passagem concentrava aproximadamente um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural.

Com as rotas operando sob maior risco, o mercado passou a incorporar um prêmio adicional nas cotações da commodity.

Leia também:

Brent avança 6,74% e WTI sobe 5,67%

A alta foi mais intensa no Brent, referência utilizada para a formação dos preços internacionais e mais sensível aos riscos envolvendo a oferta do Oriente Médio.

O contrato avançava US$ 6,34, para US$ 100,41 por barril. Já o WTI subia US$ 4,92, negociado a US$ 91,75.

O desempenho dos dois contratos mostra que a preocupação não está limitada ao fornecimento regional. Uma eventual redução das exportações pode afetar refinarias, estoques e preços de energia em diferentes mercados.

Empresas ligadas ao setor avançavam nas bolsas, enquanto ações mais sensíveis aos juros e ao consumo enfrentavam maior pressão.