As condições para o desenvolvimento de um novo episódio de El Niño estão se fortalecendo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o órgão, as temperaturas na superfície do mar no Pacífico Tropical estão cada vez mais elevadas, intensificando o cenário favorável à formação do fenômeno.
A anomalia mensal média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região do Niño 3.4 ficou próxima de superar as condições de neutralidade em maio. O indicador saiu de -0,03 °C em abril para 0,49 °C no mês seguinte, revertendo o sinal negativo registrado anteriormente.
Pacífico aquece
O aquecimento seguiu avançando no Oceano Pacífico nas últimas semanas. Segundo o Inmet, a TSM na região do Niño 3.4 manteve anomalias iguais ou superiores a 0,5 °C nas últimas quatro semanas.
Na primeira semana de junho, a anomalia subiu para 0,7 °C. Para o instituto, o cenário sinaliza condições altamente favoráveis ao desenvolvimento e à consolidação de um episódio de El Niño em breve, caso a tendência de aquecimento persista.
Um evento de El Niño é definido quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5 °C por pelo menos cinco trimestres. Com base nos dados observados em maio e nas projeções dos modelos de previsão, o Inmet avalia que o primeiro trimestre a atingir esse limiar poderá ser abril, maio e junho.
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Mercado monitora
A possibilidade de um novo El Niño já vinha sendo acompanhada pelo mercado financeiro. Em maio, o EuQueroInvestir mostrou que um Super El Niño pode redesenhar o mapa de riscos da Bolsa, com possíveis efeitos sobre diferentes setores da economia.
O tema também apareceu em análises envolvendo companhias específicas. O portal mostrou, por exemplo, que o El Niño pode ajudar a Rumo (RAIL3), em meio à discussão sobre logística e transporte de grãos.
Outra frente de atenção está no setor de proteína animal. Em maio, o EuQueroInvestir também publicou que o mercado demonstrava preocupação com os efeitos de um Super El Niño sobre a Minerva.






