O Ibovespa hoje encerrou o pregão em forte queda, refletindo a pressão sobre as ações de maior peso da Bolsa brasileira e o ambiente de cautela nos mercados internacionais. O principal índice da B3 recuou 1,44%, aos 174.185 pontos, consolidando uma perda semanal de 1,52%, com fechamento em 174.041 pontos.
O desempenho negativo foi impulsionado principalmente pela desvalorização das chamadas blue chips, ações de empresas de grande capitalização e elevada liquidez, que exerceram forte influência sobre o índice.
No mercado de câmbio, o dólar à vista apresentou volatilidade ao longo da sessão. A moeda norte-americana chegou a ser negociada abaixo de R$ 5,05, atingindo a mínima de R$ 5,0499, mas reduziu as perdas na reta final do pregão. O dólar encerrou cotado a R$ 5,0809, com leve queda de 0,06%, após oscilar entre R$ 5,0499 e R$ 5,0898.
Um dos fatores que limitaram a queda da moeda foi o recuo expressivo dos preços do petróleo no mercado internacional. Como o Brasil é um exportador líquido da commodity, a desvalorização do barril tende a reduzir a entrada de dólares no país e piorar os termos de troca da balança comercial, o que exerce pressão sobre o real.
Mercados de Nova York
No exterior, os mercados norte-americanos tiveram um desempenho misto. Os investidores acompanharam os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, enquanto ações do setor de semicondutores pressionaram os índices de tecnologia.
O S&P 500 encerrou praticamente estável, com alta de 0,05%, aos 7.411,98 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average caiu 0,64%, fechando aos 24.975,82 pontos.
O destaque positivo ficou para a Apple. As ações da gigante de tecnologia avançaram 3,5%, ajudando a sustentar parte do desempenho dos mercados americanos e reduzindo perdas em alguns índices.
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