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Banco da Inglaterra (BoE) corta juros pela primeira vez desde a pandemia

Banco da Inglaterra (BoE) corta juros pela primeira vez desde a pandemia

O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu cortar os juros em 25 pontos-base nesta quinta-feira (1), em decisão considerada apertada. A taxa agora é de 5%.

O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu cortar os juros em 25 pontos-base nesta quinta-feira (1), em decisão considerada apertada. A taxa agora é de 5%.

O mercado, até aqui, se dividia entre os que acreditavam em manutenção da taxa e um corte de 25 pontos.

Desde agosto de 2023, a taxa de juros estava no patamar recorde de 16 anos, em 5,25% ao ano, teto que alcançou após a crise da pandemia de Covid. E a inflação por lá já recuou à meta de 2% em junho. No entanto, alguns analistas ainda demonstram preocupação com a inflação de serviços ainda persistentes e o crescimento dos salários.

O BoE normalmente fornece menos orientação futura do que alguns outros bancos centrais, mas a decisão desta quinta era vista como uma decisão especialmente apertada, dado o recente período de seis semanas em que suas comunicações foram restritas por causa das eleições gerais do Reino Unido.

No comunicado em que justifica a decisão, o BoE ressalta que a política monetária precisa seguir restritiva por tempo suficiente até riscos de inflação diminuírem. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) é de alta de 1,25% em 2024 e 1% em 2025.

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BoE corta juros: veja as outras decisões de juros de quarta-feira

Repercute hoje no mundo todo a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros no patamar entre 5,25% e 5,50%, mas com Jerome Powell, presidente da autoridade monetária, deixando a porta aberta para um corte a partir de setembro.  

“Powell falou o que o mercado esperava ouvir, de que há um ‘senso disseminado’ no Fomc (comitê de política monetária) de que ‘estamos chegando mais perto do corte’, que ‘se a inflação ajudar’ e cair em linha com as previsões, o corte estaria em análise em setembro. Os próximos dois dados de inflação nos EUA serão decisivos até lá”, avalia Luis Moran, head da EQI Research.

Também na quarta (31), o Banco do Japão (BoJ) subiu a taxa de juros em 15 pontos-base, para a faixa entre 0,15% e 0,25%. O BoJ também anunciou a redução da compra de títulos (JGBs) em 400 bilhões de ienes por trimestre, até março de 2026.

Por fim, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic, taxa básica de juros, em 10,50%, como esperado. E o comunicado acabou vindo mais ameno do que o mercado projetava. Mas sem deixar de dar destaque para a desancoragem das expectativas e para a depreciação cambial.

“Por mais que os membros do Comitê ainda achem que a piora dessas variáveis não seja persistente, são potenciais motivos para um movimento altista na taxa de juros. Ou seja, são os motivos para não fechar a possibilidade de alta de juros no futuro, caso seja necessário”, alerta Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.

Ainda assim, ele diz, a gestora mantém a expectativa de que a taxa Selic fique estável em 10,5% até o final de 2024, e provavelmente até meados de 2025, quando as variáveis de expectativas e taxa de câmbio definirão se haverá espaço para uma flexibilização monetária.

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