A Petrobras (PETR4) informou que sua Diretoria Executiva aprovou a 8ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 3 bilhões. A operação será realizada em até três séries e terá oferta pública de distribuição.
De acordo com comunicado da companhia, a emissão será da espécie quirografária — ou seja, sem garantia real — e os recursos captados serão destinados ao custeio de gastos, despesas ou dívidas vinculadas a investimentos em projetos prioritários. Esses projetos serão detalhados na Escritura de Emissão, conforme exigido pela legislação em vigor.
A Petrobras informou que o protocolo do pedido de registro da oferta pública junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) será feito oportunamente, juntamente com toda a documentação necessária.
A iniciativa integra a estratégia da companhia de diversificar suas fontes de financiamento e reforçar o caixa destinado a projetos de infraestrutura considerados estratégicos pela PETR4. A última emissão de debêntures da Petrobras havia sido realizada em 2023.
BTG vê tese mais desafiadora para Petrobras (PETR4)
Recentemente, o BTG Pactual (BPAC11) sinalizou um tom mais cauteloso em relação à petroleira após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2025. Apesar da companhia seguir como a principal recomendação do banco no setor de Petróleo & Gás na América Latina, os analistas alertam que a tese de investimento está se tornando mais desafiadora. Isso se dá especialmente diante de um cenário macroeconômico incerto e de uma margem financeira mais apertada. Apear disso, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 58.
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Segundo o BTG, a Petrobras vinha sendo destacada por sua defensividade em um mercado de petróleo volátil, aliada a operações robustas, custos competitivos, dividendos atrativos e valuation descontado. No entanto, os resultados do 1TRI25 frustraram parte das expectativas.