O Morgan Stanley, em análise assinada pelo especialista Denny Galindo, propõe um quadro cíclico para entender os movimentos do mercado de criptomoedas.
Segundo o analista, “as quatro ‘estações’ do ciclo histórico de negociação de cripto podem conter insights sobre se é hora de colher os ganhos de posições em cripto.”
Em meio a manchetes quase onipresentes e a um entusiasmo que vai e volta, o Bitcoin tem alternado recordes e correções, levantando a pergunta central: quando a alta terminará?
No centro do debate está o halving, mecanismo que regula a oferta do Bitcoin.
“Isso significa que a cada quatro anos, o número de bitcoins criados a cada 10 minutos é reduzido pela metade.”
A última redução ocorreu em abril de 2024 e seguirá até que o limite de 21 milhões de unidades seja atingido. Ao restringir deliberadamente a oferta, o halving busca preservar valor e, historicamente, tem impulsionado ciclos de alta entre 12 e 18 meses.
Galindo organiza o ciclo em quatro fases sazonais:
Verão. “Historicamente, a maior parte dos ganhos do bitcoin ocorre logo após o halving.” O verão começa com o evento e termina quando o preço volta ao pico anterior, com duração média de cinco meses. Lembrando que o analista está no hemisfério norte.
Outono. Após superar a máxima anterior, o ativo atrai mídia, novos investidores e empresas, em geral elevando os preços.
“O outono representa o período entre quando a antiga máxima é superada e quando uma nova máxima é alcançada”, sinalizando o esgotamento do bull market. Sob esse critério, o Bitcoin entrou no outono em dezembro de 2024; em média, essa fase dura 10 meses, embora a atual já possa ter se estendido além disso.
Inverno. Com a realização de lucros, instala-se o bear market. “Houve quatro invernos cripto desde 2011, cada um durando cerca de 13 meses, com declínios semelhantes em magnitude aos das ações dos EUA durante a Grande Depressão.”
Primavera. É a recuperação entre o fundo e o próximo halving, quando investidores buscam se posicionar antes de um novo verão. Em média, dura 17 meses.
Para o analista, o outono pode ser momento de realizar ganhos.
“Mesmo que os riscos mais graves não se concretizem, parece razoável colher ganhos no outono e rotacionar para outros ativos antes que o inverno cripto comece.” Ainda assim, ele adverte: “o desempenho passado não indica resultados futuros.”






