As ações da Porto (PSSA3) voltaram a apresentar uma boa relação risco-retorno para os investidores, impulsionadas por alguns fatores relevantes. Um deles é a valorização do papel que, desde 2024, acumula alta de aproximadamente 68,5%, desempenho significativamente superior ao do Ibovespa e do IFNC — índice que representa empresas do setor financeiro —, que avançaram 20,9% e 26,4%, respectivamente, no mesmo período.
Relatório da EQI Research recomenda, inclusive, a compra de PSSA3, com peso de 10% na carteira de ações recomendadas para o mês de janeiro. Trata-se do único papel adicionado ao grupo de ativos com recomendação, que atualmente conta com 13 ações.
Apesar disso, parte do mercado avalia que uma eventual queda da taxa Selic seria negativa para a tese de investimentos, uma vez que parcela relevante dos resultados da companhia é composta por receitas financeiras. Assim, a redução da taxa básica de juros tende a impactar negativamente a rentabilidade financeira da Porto.
“Essa interpretação, em grande medida, é válida. No entanto, a eventual redução do resultado financeiro pode ser parcialmente compensada por uma melhora do desempenho operacional. Um cenário de juros mais baixos tende a favorecer o crescimento da emissão de prêmios, em especial na divisão Porto Seguro, o que pode sustentar a expansão da receita operacional e mitigar os efeitos negativos da queda da Selic sobre os resultados consolidados”, afirma João Neves, analista da EQI Research.

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Porto (PSSA3): múltiplos de preço sobre lucro novamente em linha com a média histórica
O relatório destaca que os múltiplos de preço sobre lucro da companhia retornaram a níveis alinhados à média histórica dos últimos cinco anos. Segundo a casa de análise, esse movimento decorre tanto da recente queda no preço das ações quanto da revisão positiva das projeções de resultados da empresa, o que elevou as expectativas de preço para o papel.
“Além disso, ao compararmos o preço atual da ação com o nosso preço-alvo de R$ 56 para o fim de 2026, estimado por meio do modelo de Dividendos Descontados, voltamos a identificar um upside potencial atrativo para PSSA3”, ressalta Neves.
De acordo com o analista, esse potencial é reforçado pela baixa percepção de risco associada à tese de investimentos da companhia, considerando a qualidade dos ativos, a previsibilidade dos resultados e a solidez do modelo de negócios.
O cenário de atenção se intensificou após uma underperformance recente, com desvalorização de cerca de 15%. Diante desse movimento, combinado aos fatores já mencionados, a EQI Research voltou a enxergar uma relação risco-retorno atrativa para PSSA3.
“Seguimos entendendo a Porto como um dos cases de maior sucesso da bolsa brasileira nos últimos 20 anos, com um CAGR de lucro líquido de aproximadamente 15% ao ano”, conclui o relatório.
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