O preço do cobre alcançou um novo recorde nesta terça-feira (6), ao ultrapassar o patamar de US$ 13.000 por tonelada, em meio a crescentes preocupações com a oferta global e ao avanço da demanda, alimentada por setores estratégicos como tecnologia, energia e Defesa.
Nas negociações iniciais em Londres, a cotação do metal registrou alta de aproximadamente 3%, chegando a mais de US$ 13.370 por tonelada. O movimento amplia o rali iniciado em outubro, período em que o cobre já acumula valorização próxima de um terço.
A escalada do preço ocorre após uma série de paralisações em minas relevantes ao redor do mundo, incluindo o complexo de Grasberg, na Indonésia, operado pela Freeport-McMoRan. As interrupções reduziram a oferta e reforçaram a percepção de aperto no mercado internacional.
A perspectiva de crescimento da demanda também sustenta o avanço das cotações. O cobre é insumo fundamental para a transição energética, obras de infraestrutura e para a expansão de centros de dados que suportam aplicações de inteligência artificial, além de equipamentos militares.
Preço do cobre reflete gargalos na oferta e temor de escassez
As restrições na produção devem continuar pressionando o mercado ao longo deste mês. No Chile, trabalhadores da mina de cobre e ouro Mantoverde, controlada pela Capstone Copper, entraram em greve, levando a empresa, sediada em Vancouver, a anunciar a redução gradual das operações por razões de segurança.
Apesar do crescimento consistente do consumo global, a indústria enfrenta desafios estruturais. Muitas das principais minas estão maduras, com queda de produtividade, enquanto novos projetos demandam elevados investimentos e longos prazos até entrarem em operação.
Relatório da Ágora Investimentos aponta que o cobre é uma das principais matérias-primas utilizadas pela WEG. Segundo os analistas, uma alta prolongada no preço das commodities metálicas pode elevar os custos de produção da companhia e pressionar suas margens.
Outro fator que tem influenciado o mercado é o receio de que o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, adote novas tarifas de importação sobre o metal. Diante dessa possibilidade, negociadores vêm antecipando embarques para o país.
Como reflexo desse movimento, os estoques de cobre armazenados nos depósitos da Comex, nos Estados Unidos, atingiram um recorde superior a 450 mil toneladas. Há um ano, o volume era inferior a 100 mil toneladas e, no início de dezembro, girava em torno de 400 mil toneladas.






