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Magazine Luiza: Ação ganha indicação de compra e BofA vê alta de 50%

Magazine Luiza: Ação ganha indicação de compra e BofA vê alta de 50%

Acordo para listar produtos no Mercado Livre, a virada para verticais especializadas e a crise da Casas Bahia sustentam a mudança de visão

O Bank of America elevou a recomendação para as ações da Magazine Luiza (MGLU3) de venda para compra e subiu o preço-alvo de R$ 5 para R$ 8 por ação. O valor aponta para um potencial de valorização de quase 50%.

Três fatores sustentam a mudança: o acordo para listar produtos no Mercado Livre, a virada da estratégia para verticais online especializadas e o ganho potencial com as dificuldades da Casas Bahia (BHIA3).

As projeções de lucro também foram revisadas. O lucro por ação estimado para 2027 passou de R$ 0,57 para R$ 0,67, e o de 2028, de R$ 0,73 para R$ 0,94. Em valores absolutos, o lucro líquido projetado sobe de R$ 465,7 milhões para R$ 521,4 milhões em 2027, e de R$ 595,1 milhões para R$ 730,8 milhões em 2028.

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O preço-alvo de 12 meses vem de um múltiplo de 9 vezes o lucro por ação de 2028, mantido inalterado e abaixo do intervalo de 10 a 12 vezes praticado para pares globais, diferença que o banco atribui ao risco-país.

O acordo com o Mercado Livre

A varejista fechou parceria para listar seu estoque na plataforma da concorrente e abrir lojas oficiais de Magazine Luiza, Época Cosméticos e KaBuM! no marketplace.

“A canibalização não deve passar de 25%, e a economia da operação tende a ser superior à da aquisição paga de tráfego”, apontam Robert E. Ford Aguilar, Melissa Byun e Wellington Santana, analistas do Bank of America.

Há um ganho adicional no caixa. O banco projeta prazos de liquidação abaixo de 15 dias, o que reduz de forma relevante a necessidade de capital de giro. A parceria pode ainda incluir as lojas físicas da Magalu como pontos de retirada e devolução de compras feitas com outros vendedores do Mercado Livre.

A queda da principal rival

“A Casas Bahia detém participação estimada de 25% a 30% do mercado offline nas categorias tradicionais de bens duráveis da Magazine Luiza”, observam Ford Aguilar, Byun e Santana. A concorrente obteve proteção temporária contra credores em 31 de agosto e fechou 298 de suas 1.034 lojas.

“A sobreposição de lojas é extensa, e esperamos que a Magazine Luiza seja a maior beneficiada do setor com os problemas da rival”, dizem Robert E. Ford Aguilar, Melissa Byun e Wellington Santana, analistas do Bank of America.

Do marketplace amplo para os nichos

A leitura do banco é que a companhia está trocando uma estratégia de marketplace amplo e cara por um conjunto de conceitos especializados, distribuídos entre bens duráveis, beleza, athleisure e tecnologia e games.

“Esperamos que a Magazine Luiza busque acordos semelhantes com marketplaces alternativos, tanto em listagem quanto em logística de itens grandes e volumosos”, projetam Ford Aguilar, Byun e Santana. A queda dos juros e a consolidação do varejo local completam o quadro favorável desenhado pelo banco.