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Ibovespa futuro: mercado pode sentir pressão externa após rali

Ibovespa futuro: mercado pode sentir pressão externa após rali

No Brasil, avanço das commodities pode amenizar pressão externa sobre o Ibovespa após sequência de ganhos recentes

O Ibovespa futuro opera em alta de 1% nesta quinta-feira (3) com os mercados internacionais operam em tom cauteloso. Os investidores reagem à combinação entre a alta do petróleo, a expectativa pelo relatório de emprego dos Estados Unidos e o cenário geopolítico ainda delicado no Oriente Médio.

A valorização da commodity energética, próxima de 2%, voltou a chamar atenção dos investidores e contribui para um ambiente menos favorável aos ativos de risco.

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros de Nova York exibem comportamento misto e próximo da estabilidade. A atenção também recai sobre o setor de tecnologia, após a Broadcom recuar no pré-mercado ao apresentar projeções consideradas decepcionantes pelo mercado, o que limita um movimento mais consistente de recuperação das ações.

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Na Europa, as bolsas operam em queda, acompanhando o sentimento de maior aversão ao risco observado ao longo da semana. Na Ásia, o fechamento foi sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas em relação ao crescimento global e à trajetória dos juros americanos.

No mercado de câmbio, o dólar perde força frente às principais moedas internacionais, com destaque para a valorização do iene. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries permanecem próximos da estabilidade, embora ainda em níveis historicamente elevados, enquanto agentes financeiros aguardam a divulgação do payroll norte-americano, prevista para amanhã e considerada determinante para as expectativas de política monetária do Federal Reserve.

Entre as commodities metálicas, o minério de ferro ofereceu um contraponto positivo ao cenário de cautela. O contrato mais negociado na Bolsa de Dalian, com vencimento em janeiro de 2027, avançou 1,32%, encerrando o pregão a 726,5 yuans por tonelada, equivalente a cerca de US$ 108,10. O movimento pode favorecer empresas ligadas ao setor de mineração e siderurgia.

No Brasil, a piora do humor externo tende a pressionar o Ibovespa na abertura dos negócios. Por outro lado, o avanço do petróleo e do minério de ferro pode ajudar a limitar perdas, especialmente após dois pregões de forte valorização dos ativos domésticos. A Bolsa atingiu o maior nível desde maio, enquanto os juros futuros e o dólar registraram recuos relevantes.

Além do ambiente internacional, investidores acompanham o cenário político doméstico. Com novas pesquisas eleitorais no radar e o aumento da disputa política, o mercado continua ampliando apostas em um afrouxamento monetário adicional. Atualmente, os preços dos ativos embutem pelo menos mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Análise técnica

O Ibovespa superou com forte convicção a resistência dos 180.700 pontos, reforçando o viés positivo e abrindo espaço para uma extensão do movimento de alta em direção à região dos 187.700 pontos.

Fonte: Ágora Investimentos

O comportamento dos preços acima das médias móveis confirma a força da recuperação recente. Por outro lado, o Índice de Força Relativa (IFR) permanece em patamar elevado, sinalizando um mercado mais esticado e aumentando a possibilidade de acomodação ou realização de lucros no curtíssimo prazo.

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