A Prio (PRIO3) produziu em média 179,9 mil barris de óleo por dia em agosto, queda de 10,4 mil barris na comparação com julho, ou 5,5%. O número ficou abaixo da projeção da XP Investimentos, que trabalhava com 181,7 mil barris diários.
Dois campos explicam quase toda a diferença. Albacora Leste recuou 5,7 mil barris por dia no mês, e Peregrino cedeu 4,5 mil. O Cluster Bravo, que reúne Polvo e Tubarão Martelo, teve redução marginal de 0,8 mil barris. O Cluster Valente, formado por Frade e Wahoo, foi o único a crescer, com alta de 0,6 mil barris diários.
Vendas ficaram abaixo da própria produção
O descompasso entre o que saiu dos poços e o que foi comercializado chama atenção. As vendas de óleo somaram 5,38 milhões de barris, queda de 15,2% ante julho, contra uma produção de cerca de 5,58 milhões no mês.
A explicação está na ausência de retiradas em dois ativos. Não houve offtakes em Albacora Leste, onde a Repsol Sinopec retirou 0,50 milhão de barris sob o acordo operacional conjunto, nem no Cluster Bravo.
O que derrubou cada campo
“Não acreditamos que a redução da produção neste mês seja indicativa de uma produção mais fraca à frente. Na verdade, esperamos uma recuperação dos volumes”, apontam Regis Cardoso e Enzo Sozzi, analistas da XP Investimentos.
O detalhamento sustenta essa leitura. Albacora Leste passou por uma parada parcial programada. No Cluster Bravo, o poço OGX-44HP teve a produção interrompida temporariamente para reparos na linha de escoamento. Em Peregrino, a parada do poço C-16 decorreu de falha na bomba centrífuga submersa, com os consertos concluídos no fim do mês.
“A queda em Peregrino foi parcialmente compensada pelo início da produção do poço A-13, o Isolado, em 10 de agosto, com 6 mil barris por dia a 100%, ou cerca de 4,8 mil barris líquidos para a Prio”, calculam Cardoso e Sozzi.






