O Tesouro Direto hoje (3) apresentava nova queda generalizada nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 13h03. As rentabilidades recuavam pelo segundo dia seguido, acompanhando o alívio observado nos juros futuros.
A maior redução aparecia no Tesouro Prefixado 2032, cuja taxa passou de 14,36% para 14,23% ao ano, queda de 0,13 ponto percentual em relação às cotações de quarta-feira (2). O preço unitário subiu de R$ 491,75 para R$ 494,98, valorização de aproximadamente 0,66%.
O Tesouro Prefixado 2029 recuou de 13,98% para 13,86% ao ano. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,40% para 14,30%.
Entre os títulos indexados à inflação, o principal destaque era o Tesouro IPCA+ 2050. A rentabilidade caiu de IPCA + 7,32% para IPCA + 7,26%, enquanto o preço avançou de R$ 881,61 para R$ 893,58 — alta de aproximadamente 1,36%, a maior entre os papéis disponíveis.
O Tesouro IPCA+ 2032 aprofundava o recuo abaixo da marca de 8% ao ano, com a taxa passando de IPCA + 7,98% para IPCA + 7,93%.
Eleições e payroll influenciam os juros
A curva brasileira ainda refletia a redução do prêmio de risco observada depois que a pesquisa Quaest mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno.
Nesta quinta-feira, os investidores aguardavam uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial. A possibilidade de um cenário eleitoral mais competitivo vinha sendo associada pelo mercado a uma maior chance de alternância de poder e de mudanças na condução da política fiscal.
Essa percepção não representa uma previsão sobre o resultado da eleição ou sobre as medidas de um eventual governo, mas ajuda a explicar a reprecificação dos ativos brasileiros nos últimos pregões. Na véspera, as taxas do Tesouro Direto já haviam despencado após a divulgação da Quaest.
O DI para janeiro de 2029 recuava de 13,95% no fechamento anterior para 13,87%. Os vencimentos de janeiro de 2031 e janeiro de 2032 caíam para 14,125% e 14,215%, respectivamente.
No exterior, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 206 mil na semana, ligeiramente acima da expectativa de 205 mil. Os investidores também aguardavam o payroll de agosto, previsto para sexta-feira, em busca de novas indicações sobre os juros americanos.
Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, afirmou que tende a apoiar a manutenção dos juros caso os dados de inflação mostrem novos avanços, mas admitiu considerar uma elevação se os preços voltarem a acelerar.
A alta do petróleo funcionava como contraponto ao alívio. O Brent operava próximo de US$ 97 por barril, mantendo no radar os riscos de pressão sobre a inflação mundial.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 13h03 desta quinta-feira, comparadas com as cotações observadas em horário semelhante na quarta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 13,86% ao ano — queda de 0,12 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,23% ao ano — queda de 0,13 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,30% ao ano — queda de 0,10 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0729% ao ano — estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,93% — queda de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,61% — queda de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,41% — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,44% — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,26% — queda de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,34% — queda de 0,01 p.p.






