As ações da Randoncorp (RAPT4) subiam 2,14%, negociadas a R$ 5,24, por volta das 11h02 desta quinta-feira (3). Em relatório publicado após uma visita ao complexo da companhia em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, o BTG Pactual destacou a expansão da operação de autopeças.
A expectativa da Randoncorp é que o complexo supere R$ 1 bilhão em receita anual. A unidade faturou R$ 18,1 milhões em 2024, R$ 481,1 milhões em 2025 e aproximadamente R$ 365,7 milhões no primeiro semestre de 2026.
Mogi ganha espaço na Randoncorp
O complexo reúne fábricas da Suspensys e da Castertech, além de um centro de distribuição que atende as marcas Suspensys e Master. Segundo o BTG, a proximidade de grandes montadoras, clientes e fornecedores da região de São Paulo favorece a produtividade e a otimização logística.
A presença da Randoncorp em Mogi Guaçu começou em 2022, com a aquisição da antiga Fundição Balancins em um leilão. A primeira operação inaugurada foi a Castertech, em novembro de 2024, após um investimento de cerca de R$ 130 milhões.
“A unidade de Mogi tornou-se rapidamente um importante ativo estratégico para as operações de autopeças da Randoncorp”, escreveram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, analistas do BTG.
A fábrica da Suspensys produz eixos dianteiros para a Mercedes-Benz e possui capacidade atual de aproximadamente 65 mil unidades por ano. Uma nova linha automatizada, prevista para entrar em operação em 2027, poderá dobrar essa capacidade.
A Castertech fabrica tambores de freio para veículos pesados e possui capacidade instalada de aproximadamente 23 mil toneladas anuais. A ocupação está em torno de 75% nas áreas de usinagem e montagem e entre 60% e 65% na fundição, deixando espaço para ganhos de escala.
A unidade também testa tambores de freio produzidos com nióbio. Segundo a companhia, o material pode reduzir o peso das peças entre 43% e 45%, mantendo a durabilidade e a competitividade de custos.
O centro de distribuição, voltado principalmente ao mercado de reposição, gera aproximadamente R$ 250 milhões em receita anual. O valor pode chegar a R$ 400 milhões sem uma ampliação relevante da capacidade instalada, apenas com o aumento de turnos e da utilização da estrutura.
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BTG mantém RAPT4 neutra
O BTG avalia positivamente a destinação de capital para a divisão de autopeças, que apresenta crescimento mais resiliente e melhores margens e retornos. A área possui 11 fábricas e reúne as marcas Suspensys, JOST, Master e Castertech.
Apesar da avaliação favorável sobre Mogi, o banco mantém recomendação neutra para RAPT4 devido ao fraco ritmo dos resultados da companhia. O preço-alvo permanece em R$ 8 para os próximos 12 meses, valor cerca de 53% superior à cotação registrada nesta quinta-feira.
A classificação do BTG considera o retorno esperado da ação em comparação com a média do setor. O banco também espera novos ganhos de margem em Mogi conforme aumentem a utilização das fábricas, a automação e a maturidade das operações.






