O Ibovespa hoje (8) fechou em alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos, com investidores reagindo a novas pesquisas eleitorais que mostraram uma disputa mais apertada pela Presidência da República. A valorização do petróleo e do minério de ferro também favoreceu ações importantes para o índice, como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).
O principal índice da B3 ganhou 2.219,69 pontos e chegou a alcançar 189.487,70 pontos na máxima do dia, aproximando-se da marca inédita dos 190 mil. Na mínima, marcou 185.207,66 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 29,80 bilhões.
Com o resultado, o Ibovespa acumula alta de 5,61% em setembro, de 8,92% no terceiro trimestre e de 16,29% em 2026.
Pesquisas eleitorais reforçam alta do Ibovespa
A menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o cenário eleitoral ganhou espaço ainda maior na precificação dos ativos brasileiros.
A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) mostrou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados numericamente, com 41% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno.
Nesta terça-feira, o levantamento BTG/Nexus apresentou Flávio numericamente à frente, com 46%, ante 45% de Lula. A diferença permanece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico.
Embora nenhuma das pesquisas aponte um vencedor estatístico, os números reforçaram a percepção de uma eleição mais competitiva. A leitura entre agentes financeiros é que o aumento das chances da oposição pode abrir espaço para uma condução mais conservadora das contas públicas a partir de 2027.
O chamado “trade eleitoral” também apareceu no câmbio e nos juros. O dólar comercial caiu 0,86% e terminou cotado a R$ 5,086. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,072 e R$ 5,128. As taxas dos contratos de juros futuros recuaram ao longo da curva.
O ambiente doméstico ainda contou com uma melhora marginal das projeções econômicas. No Boletim Focus, a estimativa para a inflação de 2026 caiu de 5,01% para 5%, enquanto a previsão de crescimento do PIB avançou de 1,92% para 1,93%. A projeção para a Selic ao final do ano permaneceu em 13,75%.
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Petróleo impulsiona Petrobras
As commodities completaram o cenário favorável para o Ibovespa. O petróleo Brent subiu 0,95%, negociado a US$ 97,92, enquanto o WTI avançou 1,69%, para US$ 93,03. As cotações reagiram às novas tensões no Oriente Médio e aos riscos para a oferta global.
Com a alta do petróleo, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) avançaram 2,36%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 2,08%. A Vale (VALE3) ganhou 0,51%, acompanhando a valorização do minério de ferro.
Os bancos também contribuíram para o desempenho do índice. Bradesco (BBDC4) subiu 1,79%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,22% e Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,36%. O Santander (SANB11) destoou e recuou 0,13%.
O comportamento da Bolsa brasileira contrastou com Wall Street, onde a alta do petróleo renovou as preocupações com a inflação. O Dow Jones caiu 1,17%, o S&P 500 perdeu 0,58% e o Nasdaq recuou 0,31%.
O IFIX, índice dos fundos imobiliários, também terminou no campo negativo, com queda de 0,22%, aos 3.761,37 pontos.






