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Weg: Ativa eleva ação a compra e sobe preço-alvo para R$ 63

Weg: Ativa eleva ação a compra e sobe preço-alvo para R$ 63

Recomendação se apoia no potencial da divisão de transmissão e distribuição diante do avanço dos data centers e da inteligência artificial

A Ativa Investimentos elevou a recomendação para as ações da Weg (WEGE3) de neutra para compra e subiu o preço-alvo de R$ 49,00 para R$ 63,00 por ação, referente ao fim de 2027. O novo valor implica potencial de valorização de cerca de 22%.

O motor da mudança é o negócio de transmissão e distribuição. A companhia vem investindo nessa frente para capturar o avanço dos data centers, movimento puxado pela inteligência artificial.

“Nosso upgrade é baseado no potencial em transmissão e distribuição, dado o crescimento dos data centers, traduzindo-se em crescimento de receita, melhorias de rentabilidade e geração de caixa sólida”, aponta Lucas Dias, analista da Ativa Investimentos.

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O que a Weg vende para um data center

São três famílias de equipamentos, cada uma em um ponto da instalação. Os transformadores fazem a adaptação de tensão, aparecendo primeiro na subestação, ao reduzir a alta tensão para média, e depois dentro da instalação, ao converter a média tensão para o nível usado pelos equipamentos de tecnologia da informação.

Os alternadores são geradores síncronos que entram em ação quando a rede falha. A bateria do sistema de alimentação ininterrupta sustenta a carga crítica pelos cerca de dez segundos que o grupo gerador leva para partir, e então o alternador assume e recarrega a própria bateria.

Os sistemas de armazenamento em baterias formam uma camada adicional de segurança, ainda em estágio inicial de contribuição para a receita, capazes de absorver as oscilações fortes típicas das cargas de trabalho de inteligência artificial.

Volume mais do que preço

Os transformadores estão no negócio de geração, transmissão e distribuição e representam cerca de 35% da receita dos últimos 12 meses, considerando o faturamento no exterior. Somando essa linha às operações de equipamentos eletroeletrônicos industriais fora do país, chega-se a cerca de 56% da receita do período. As margens desses produtos ficam acima da média, o que melhora o mix.

“Os preços dos transformadores estão se normalizando, mas permanecem atrativos, o que sugere uma tese de volume, não de preço, levando a margem a um ritmo de crescimento mais lento”, observa Dias.

O preço-alvo vem de um fluxo de caixa descontado de dez anos, com custo médio ponderado de capital de 10,4% e crescimento na perpetuidade de 8,4%. Entre os riscos, a casa cita o quadro macroeconômico, as tensões geopolíticas pressionando a carteira de pedidos, a execução do plano no setor de energia e a concorrência acirrada.