O Ibovespa futuro opera em alta de 0,8% nesta terça-feira (8) com o mercado reagindo aos ataques a instalações de energia na Arábia Saudita, que interromperam parte das operações no país e levaram o petróleo a subir, com o Brent novamente perto de US$ 100 por barril.
Os investidores acompanham as tensões no Oriente Médio e aguardam indicadores de inflação e decisões de bancos centrais.
Os futuros em Nova York operam sem direção única, com S&P 500 e Dow Jones em queda e Nasdaq perto da estabilidade. As bolsas europeias recuam e os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa.
No câmbio, o dólar perde força ante as principais moedas, sobretudo o iene, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançam em diferentes vencimentos. O minério de ferro, no contrato mais negociado para janeiro de 2027, fechou em alta de 1,36%, a ¥ 744,5 por tonelada, ou US$ 110,93.
Brasil entre o petróleo e a cautela externa
Por aqui, a conta tem dois lados. O avanço do petróleo favorece as empresas ligadas à commodity, mas a cautela internacional e a alta dos rendimentos dos Treasuries tendem a limitar o Ibovespa, o real e a curva de juros. O noticiário doméstico também repercute pesquisas eleitorais recentes.
A agenda da semana é cheia, e antecede a decisão do Copom. Além do Boletim Focus, entram no calendário o IGP-DI, os dados da indústria automobilística, a oferta de títulos públicos e a rolagem dos contratos de swap cambial.
Relatório Focus
As mudanças do boletim divulgado pelo Banco Central couberam na segunda casa decimal. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 recuou de 5,01% para 5,00%, e a de 2027 subiu de 4,28% para 4,29%. Mais adiante, nada se moveu: 2028 seguiu em 3,80% e 2029 permaneceu em 3,50%, ambos acima do centro da meta.
A trajetória de juros atravessou a semana sem um único ajuste, com a Selic projetada em 13,75% ao fim de 2026, 12,00% em 2027 e 10,50% em 2028. O câmbio repetiu a imobilidade, em R$ 5,20 para 2026 e R$ 5,30 para 2027 e 2028. No PIB, 2026 subiu de 1,92% para 1,93%, 2028 recuou de 1,98% para 1,96% e 2027 ficou em 1,50%.
“O Focus desta semana não trouxe alterações relevantes nas expectativas”, escreveram Guilherme Sousa e Étore Sanchez, economistas da Ativa Investimentos.
Análise técnica
O Ibovespa segue com tendência de alta após o rompimento dos 180.700 pontos, mas apresenta perda de impulso junto à resistência dos 187.700 pontos. O Ifri permanece em região de sobrecompra, o que reforça a possibilidade de acomodação depois da recuperação forte.
A superação dos 187.700 pontos pode favorecer continuidade em direção aos 199.380 pontos.

A recomendação do dia fica com o Banco ABC Brasil (ABCB4), com compra entre 24,79 e 24,91, primeiro objetivo em 25,15, ganho estimado entre 0,95% e 1,45%, segundo objetivo em 25,91, entre 4,00% e 4,52%, e stop em 24,38, perda estimada entre 1,65% e 2,14%.






